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Capital

Mulher que dividiu casa com homem degolado é ouvida por juiz

Por Aline dos Santos e Viviane Oliveira | 12/12/2013 09:39
Testemunhas participam de audiência hoje e, temerosas, não querem mostrar os rostos. (Foto: Marcos Ermínio)
Testemunhas participam de audiência hoje e, temerosas, não querem mostrar os rostos. (Foto: Marcos Ermínio)

Com atraso de 45 minutos e pedido de cancelamento, a Justiça faz nesta quinta-feira a segunda rodada de audiências sobre a execução do delegado aposentado Paulo Magalhães, ocorrida em 25 de junho, em Campo Grande.

Hoje, a audiência, que vai ouvir 12 pessoas, começou às 8h45 com o depoimento de uma mulher que dividiu casa por três semanas com Rafael Leonardo dos Santos, de 29 anos. O corpo dele foi encontrado sem cabeça, braços e pernas próximo ao lixão, na saída para Sidrolândia. A identificação foi feita por exame de DNA.

A testemunha, que pediu para não ter o nome divulgado, relatou que não tinha relacionamento amoroso com o jovem e que moravam juntos para dividir despesa. Ela pediu que os réus – o guarda municipal José Moreira Freires, de 40 anos, e o segurança Antônio Benitez Cristaldo, de 37 anos – não acompanhassem o depoimento. O guarda é apontado como o pistoleiro e o segurança teria auxiliado na fuga. Ambos estão presos.

O promotor Humberto Lapa Ferri centrou os questionamentos na situação financeira de Rafael, com perguntas sobre bens e carro que a vítima possuía. A mulher respondeu que tinha poucas informações sobre o morto. Porém, enfatizou a brutalidade do crime. “Fiquei chocada com a morte dele. Não tinha muito contato. Mas foi uma morte brutal”, disse. Para a Polícia, o assassinato de Rafael foi queima de arquivo.

Das testemunhas, cinco vão depor em defesa de Antônio Cristaldo e sete foram arroladas pela acusação. Dentre elas, o delegado do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), Alberto Vieira Rossi. “Acredito que o promotor quer esclarecer alguns pontos”, afirma Rossi, que foi chamado para substituir outra testemunha.

Nesta quinta-feira, também será ouvido um investigador da DEH (Delegada Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio). O delegado aposentado e professor universitário Paulo Magalhães Araújo, 57 anos, foi atingido por disparos de pistola 9 milímetros, de uso restrito do Exército. Ele estava em frente à escola da filha, na rua Alagoas, quando foi executado.

Ontem, Renê Siufi, advogado do guarda municipal, tentou anular a audiência, com justificativa de solicitação de documentos sem o conhecimento da defesa. Os depoimentos são prestados ao juiz Aluízio Pereira dos Santos, na 2ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum da Capital.

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