ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
SETEMBRO, SEXTA  04    CAMPO GRANDE 23º

Capital

Mulher que tentou impedir ataque vira alvo de barra de ferro no trânsito

Consultora perseguiu motociclista e só soube à noite que jovem estava bem

Por Gustavo Bonotto | 03/09/2026 22:56
Mulher que tentou impedir ataque vira alvo de barra de ferro no trânsito
Consultora de vendas teve vidro traseiro quebrado por suspeito de agredir fisioterapeuta com barra de ferro. (Foto: Direto das Ruas)

Horas depois de o Campo Grande News publicar o relato da fisioterapeuta de 23 anos perseguida e agredida com uma barra de ferro, outra vítima do mesmo motociclista procurou a reportagem. A consultora de vendas Sônia Mara Menegassi presenciou o ataque na manhã desta quinta-feira (3), tentou ajudar a jovem e acabou com o vidro do carro quebrado pelo agressor.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Uma consultora de vendas que tentou ajudar uma fisioterapeuta agredida com uma barra de ferro em Campo Grande teve o vidro do carro quebrado pelo mesmo agressor. Sônia Mara Menegassi buzinou para interromper o ataque, mas o motociclista atingiu seu veículo ao fugir. A fisioterapeuta, de 23 anos, sofreu fratura na mão e precisará de cirurgia após ser perseguida por mais de dois quilômetros.

Por telefone, Sônia contou que seguia para a academia por volta das 5h50 quando parou em um semáforo na região do Jardim Parati e Aero Rancho. Ela permaneceu dentro do veículo durante a agressão e decidiu intervir ao perceber a violência contra a motociclista.

“Eu entrei em pânico. Estava com todos os vidros do carro fechados e comecei a buzinar para ele parar de bater nela. Foi automático. Eu pensei: ‘Se eu buzinar, ele vai parar de bater nela’. Jamais poderia imaginar que ele ia me atacar e vir para cima do meu carro”, contou.

Quando o sinal abriu, Sônia arrancou com o veículo. O motociclista então atingiu o carro com a barra de ferro e estilhaçou um dos vidros laterais.

“No que o sinal abriu, eu saí com o carro. Ele meteu o ferro em cima do meu carro e quebrou o vidro na hora. No primeiro momento, eu não pensei muito, só retornei atrás dele. Persegui por um bom pedaço, mas depois perdi ele de vista”, relatou.

A consultora voltou para casa nervosa e passou o dia sem saber o que havia acontecido com a fisioterapeuta. Ela também desconhecia se o agressor tinha alguma relação com a jovem ou o motivo do ataque.

A resposta veio apenas à noite, durante uma reunião de trabalho. Uma mulher perguntou sobre o vidro quebrado e, ao ouvir a história, percebeu que a vítima era sua professora de pilates.

“Eu contei a história e ela falou: ‘É minha professora de pilates. Isso aconteceu hoje de manhã’. Qual a possibilidade de eu ir parar na casa de uma pessoa que conhecia essa menina? Aí entrei em contato com ela, conversei bastante e fiquei sabendo que estava bem. Passei o dia inteiro preocupada e fiquei muito aliviada”, disse.

A fisioterapeuta sofreu fratura na mão e recebeu indicação para passar por cirurgia. Conforme relatou anteriormente ao Campo Grande News, ela foi perseguida por mais de dois quilômetros entre a Avenida Ezequiel Ferreira Lima e as proximidades da Avenida Gunter Hans.

Sônia afirmou que não procurou a polícia de imediato porque não conseguiu anotar a placa da motocicleta e ainda não sabia da existência de imagens do caso. Ela calcula prejuízo de quase R$ 500 com o conserto do vidro e foi intimada para prestar depoimento na delegacia.

O caso - A vítima estava de capacete e mochila, que ajudaram a evitar ferimentos mais graves na cabeça e nas costas. Em um dos golpes, porém, a barra atingiu a mão dela. A jovem sofreu uma fratura e, após ser atendida em um hospital, recebeu a indicação de que precisará passar por cirurgia. Após pedir socorro, pessoas que passavam pelo local pararam para ajudá-la.

Segundo a fisioterapeuta, o agressor fugiu de moto. Um homem que presenciou a situação ainda teria seguido o motociclista de carro, mas ela não soube informar se ele conseguiu alcançá-lo. "Eu falava para ele: ‘eu não te conheço, eu não te conheço, socorro’. E ele não parava em nenhum momento. Ele só ria e falava: ‘por que você está com medo de mim? Não precisa ter medo de mim’”, contou. Ela relata que ficou abalada e com medo de voltar a circular sozinha pelas ruas.