ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
SETEMBRO, QUINTA  03    CAMPO GRANDE 21º

Economia

Dólar fecha a R$ 5,10 pelo 2º pregão seguido e amplia queda na semana

Ibovespa recua 0,01%, enquanto petróleo encerra sem direção única no exterior

Por Gustavo Bonotto | 03/09/2026 19:38
Dólar fecha a R$ 5,10 pelo 2º pregão seguido e amplia queda na semana
Cédulas do dólar, moeda utilizada em transações comerciais. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial fechou em queda de 0,07% nesta quinta-feira (3), cotado a R$ 5,1047, enquanto investidores acompanharam novos dados da economia dos Estados Unidos e a oscilação dos preços do petróleo no mercado internacional. A moeda norte-americana recuou pelo segundo pregão consecutivo. Na quarta-feira (2), havia caído 0,91% e terminado o dia a R$ 5,1085.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

O dólar comercial fechou em queda de 0,07% nesta quinta-feira (3), cotado a R$ 5,1047, acumulando desvalorização de 7% em 2026. O Ibovespa recuou 0,01%, aos 185.188 pontos, com alta de 14,93% no ano. O petróleo Brent caiu 0,12%, a US$ 95,52. Nos EUA, o déficit comercial subiu 24,4% em julho, a US$ 88,6 bilhões, e pedidos de auxílio-desemprego somaram 206 mil, antes do relatório de empregos de sexta-feira.

Com o resultado, o dólar acumula queda de 1,76% na semana e de 1,45% em setembro. Desde o início de 2026, a moeda norte-americana registra desvalorização de 7%.

Na bolsa de valores, o Ibovespa recuou 0,01% e encerrou o dia aos 185.188 pontos, depois de avançar 3,05% no pregão anterior. O principal índice do mercado acionário brasileiro acumula alta de 5,42% na semana, de 4,38% no mês e de 14,93% no ano.

Os preços internacionais do petróleo fecharam sem direção única depois de alcançarem as maiores cotações em seis semanas durante a sessão. O barril do Brent, referência global, recuou 0,12% e terminou cotado a US$ 95,52. Já o WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, avançou 0,32%, para US$ 91,30.

No Brasil, dados do setor de serviços também entraram no radar do mercado. O PMI (Índice de Gerentes de Compras) de serviços subiu de 49,7 pontos em julho para 50,5 em agosto e voltou ao campo de expansão. O indicador composto, que também considera a indústria, avançou de 48,8 para 49,1 pontos, mas permaneceu abaixo dos 50 pontos, nível que separa crescimento de retração.

A mudança no comando da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) também movimentou o pregão. Fabio Schvartsman assumiu a presidência-executiva da empresa no lugar de Benjamin Steinbruch, que passou a presidir o Conselho de Administração. As ações da companhia chegaram a avançar cerca de 14% durante o dia.

No exterior, o déficit comercial dos Estados Unidos aumentou 24,4% em julho e chegou a US$ 88,6 bilhões. O resultado ficou pouco abaixo dos US$ 90 bilhões projetados por analistas.

Os pedidos de auxílio-desemprego também subiram levemente e somaram 206 mil na última semana. Investidores acompanham esses indicadores antes da divulgação do relatório oficial de emprego dos Estados Unidos, prevista para sexta-feira (4), dado que pode influenciar as próximas decisões do Fed (Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos).

O petróleo, por sua vez, permaneceu pressionado por sinais opostos. Novos ataques no Oriente Médio mantiveram o temor de interrupções no fornecimento, enquanto informações sobre uma possível rota terrestre alternativa ao Estreito de Ormuz aliviaram parte da pressão sobre os preços. Seis embarcações de commodities cruzaram o estreito na quarta-feira, abaixo da média recente de aproximadamente 13 por dia.