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Campo Grande, Quinta-feira, 27 de Junho de 2019

26/05/2019 15:20

Na Afonso Pena, manifestantes voltam a vestir verde e amarelo por Bolsonaro

Kerolyn Araújo e Mirian Machado
Manifestantes pró-Bolsonaro se concentram em frente ao MPF. (Foto: Paulo Francis)Manifestantes pró-Bolsonaro se concentram em frente ao MPF. (Foto: Paulo Francis)

Com fogos, hinos, faixas e buzinaço, mais de 200 pessoas já estão concentradas em frente ao MPF (Ministério Público Federal), na Avenida Afonso Pena, para a manifestação em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). O evento estava marcado para começar às 15h30. Quatro quadras depois, outro grupo também já começou a se organizar, para sair em comboio, se encontrar com a turma do MPF e continuar até os Altos do Afonso Pena.

Um grupo defende com maior enfase o governo Bolsonaro e outro diz que as bandeiras reais são as reformas em discussão hoje no Congresso. Entre os empresários que se organizam na esquina da Rua Paraíba, com a Afonso Pena, o discurso é de que, independente do nome do presidente, o que interessa hoje é aprovar as mudanças necessárias para o País voltar a crescer.

Joacir Moreira é um dos organizadores do evento. (Foto: Paulo Francis)Joacir Moreira é um dos organizadores do evento. (Foto: Paulo Francis)

O promotor de eventos e radialista Joacir Moreira, o Cachopa, é um dos nomes a frente do protesto em Campo Grande. Na frente do MPF, ele diz que a manifestação é pró-Bolsonaro, que, na opinião dele, hoje tem a gestão comprometida por falta de apoio da Câmara e do Senado. ''Não dá para julgar cinco meses de trabalho de uma pessoa. Para limpar essa bagunça ele precisaria de, no mínimo, quatro anos'', defende.

No mesmo grupo, o empresário Júlio Nunes, outro a fazer parte da organização, afirma que além do apoio a Bolsonaro, a manifestação também vai cobrar a aprovação da reforma da Previdência, reforma Tributária, pacote anticrime, além do pedido para que a Funai (Fundação Nacional do Índio) fique com o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, já que voltou para o Ministério da Justiça. ''Vamos dar apoio incondicional ao Bolsonaro. Quando elegemos o elegemos, demos uma procuração a ele. Estamos aqui para apoiar as lutas", defendeu.

Manifestantes com cartazes em apoio a Bolsonaro. (FotoManifestantes com cartazes em apoio a Bolsonaro. (Foto

O servidor público Miguel de Souza, 32 anos, chegou ao ponto de concentração às 14h, bem antes do horário da convocação. Junto de amigos, ele falou sobre a falta de apoio que o presidente vem enfrentando na Câmara e no Senado e defende a mobilização como necessária para que o país volte a ser como era antes.''Essa falta de apoio já era prevista. Já que nós elegemos ele, temos que continuar na briga com ele. Para o país progredir, precisamos de mudança", ressaltou.

Além de dar apoio do presidente, o vendedor Júnior Batista, de 35 anos, está aproveitando a movimentação para conseguir um dinheiro extra vendendo bandeiras, camisetas, faixas e buzinas no local. Ele foi para Brasília na posse de Bolsonaro e o que sobrou, vai tentar vender neste domingo.

Caminhões participam da manifestação nesta tarde na Afonso Pena.Caminhões participam da manifestação nesta tarde na Afonso Pena.

Na esquina da Rua Paraíba, a concentração é de empresários convocados pela Associação Comercial. A movimentação começa com 10 caminhões, mas a previsão e de reforço de mais 40 ao longo da tarde. Em carreata, a ideia é ia té o MPF e depois continuar pela Afonso Pena no sentido Centro/Shopping.

No grupo, o tom das falas é outro. Os empresários evitam sair em defesa de Bolsonaro e dizem que nem os releases da convocação citavam o presidente. "Independente de quem estiver no poder, queremos as reformas que o Brasil precisa", diz o presidente da Associação Comercial, João Carlos Polidoro.

Nas faixas dos manifestantes, as palvavras de ordem citam as reformas e terminam com um "juntos faremos".

Os empresários dizem ser contra setores do Congresso Nacional que travam a aprovação das Reformas da Previdência, do Pacote Anticrime, da Reforma Administrativa, da Reforma Tributária e Política. Segundo Polidoro "A política e os políticos precisam mudar".

Dona de loja de móveis e agropecuária em Campo Grande, Maria Vilma Rotta, diz que o maior problema que vê hoje é o "medo" dos investidores "lá fora", que não aplicam mais no Brasil, porque o País não consegue provar que está enxugando a máquina. "Isso gera insegurança em relação ao Brasil".

Sobre o pacote anticrimes, ela defende o projeto do ministro da Justiça Sérgio Moro, para "acabar com leis criadas para proteger os corruptos".

 

Empresários no canteiro da Avenida Afonso Pena. Empresários no canteiro da Avenida Afonso Pena.


Com toda tranquilidade podemos instituir o dia 26.05 como O DIA DO OTÁRIO.
 
Critico em 26/05/2019 17:32:49
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