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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2019

06/04/2017 17:46

Nova central promete diminuir caos na distribuição de vagas na saúde

Novo sistema deverá ser mais eficiente e fazer com que a Santa Casa deixe de ser "postão de saúde"

Lucas Junot, Anahi Zurutuza e Yarima Mecchi
Além de acabar com improvisos, novo serviço integrará Samu, Bombeiros e ainda oferecerá logística aos pacientes (Foto: Alcides Neto)Além de acabar com improvisos, novo serviço integrará Samu, Bombeiros e ainda oferecerá logística aos pacientes (Foto: Alcides Neto)

Prefeitura de Campo Grande e governo do Estado iniciaram, ainda em caráter experimental, um sistema de regulação compartilhada na saúde pública. Um novo sistema operacional promete por fim aos improvisos no encaminhamento de pacientes para a rede municipal, conforme o Campo Grande News retratou nesta quinta-feira (6).

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, o Estado contratou uma OSS (Organização Social de Saúde) que compartilhará com a Capital um software de regulação moderno que já funciona, por exemplo, em São Paulo. “Antes as regulações do Estado e do Município funcionavam separadamente, agora ambas estão em um mesmo prédio, com um sistema operacional integrado”, explica Vilela.

Reportagem do Campo Grande News, publicada nesta quinta-feira (6), mostrou que a Central de Regulação não consegue ter o controle sobre os resgastes feitos pelo Corpo de Bombeiros. O sistema usado pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) não é interligado com o dos militares, que usam o Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança) para se comunicarem.

Em decorrência disso, socorristas estavam trabalhando sem saber se conseguirão vaga na unidade de saúde para onde estão levando um ferido em acidente de trânsito, por exemplo.

O sistema iniciou as operações em caráter experimental e ainda passará por diversos ajustes, até para que a Prefeitura cumpra o acordo feito nesta quinta-feira (6) com a Santa Casa, durante reunião em que firmou acordo acerca da nova contratualização do hospital: a gestão municipal assumirá total responsabilidade pela regulação de pacientes para que o hospital atenda apenas casos de média e alta complexidade.

“Estamos desenvolvendo um projeto de regulação bem mais complexo para apresentar ao prefeito e resolver de vez essa questão. Teremos desde campanhas educativas – para cada paciente saber onde ir pra resolver cada problema – até um serviço de logística para encaminhar esses pacientes”, contou o secretário.

Quando acionados para atender uma ocorrência, os militares passam pelo rádio de comunicação o estado de saúde de pacientes. A central, então, informa para qual unidade de saúde devem seguir.

Até então, as informações por rádio não são gravadas. Sem um controle eficaz, erros podem acontecer, como o caso de duas ambulâncias chegarem ao mesmo posto de saúde onde há apenas uma vaga.

Segundo a Sesau, são 27 profissionais lotados no setor mais o quadro de plantonistas. Por dia são realizadas de 3 a 4,5 mil regulações entre consultas com especialistas, exames e procedimentos.

Santa Casa – A Santa Casa de Campo Grande, a prefeitura e o governo do Estado fecharam acordo na tarde desta quinta-feira (6) sobre o valor dos repasses mensais que o poder público faz ao hospital filantrópico para custear os atendimentos de pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). A direção da unidade aceitou continuar recebendo R$ 20 milhões por mês, contanto que deixe de ser “postão de saúde”.

O município fez o compromisso de só encaminhar para a Santa Casa os pacientes que necessitam de atendimento considerado de média e alta complexidade.

Sem receber doentes menos graves, o presidente da ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande), Esacheu Nascimento, estima que a instituição vá economizar ao menos R$ 3,5 milhões por mês e desta forma, deixará de operar em deficit. Este é justamente o aumento pleiteado pela Santa Casa, que vem sendo negociado há duas semanas.

“Se os equipamentos da rede municipal (UPAs, UBSs) conseguem absorver a demanda, a gente consegue uma economia de 30% no custeio do hospital”, comentou Nascimento ao deixar a reunião com o prefeito Marquinhos Trad (PSD) e técnicos da prefeitura, no Paço Municipal.



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