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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

25/08/2012 14:17

"O jeito que a casa ficou, pensei: meu irmão morreu", diz parente de vigia

Paula Maciulevicius e Mariana Lopes
A vítima trabalhava como vigia da obra quando um grupo chegou ao local para roubar materiais. (Foto: Minamar Júnior) A vítima trabalhava como vigia da obra quando um grupo chegou ao local para roubar materiais. (Foto: Minamar Júnior)

O estado do vigia Evaldo Justino da Silva, 41 anos, ainda é grave. Internado na ala de queimados da Santa Casa, recebeu a visita da família por volta do meio-dia. O irmão, Bolivaldo Justino da Silva, 43 anos, disse não acreditar na barbaridade do crime.

“O jeito que a casa ficou, esse povo está mentindo, meu irmão morreu”. Era este o pensamento ao ver o estado da construção onde Evaldo trabalhava como vigia durante a tentativa de roubo.

Segundo relatos de familiares, a vítima está inchada, com ferimento no rosto, braços e costas. O pouco que conversou, Evaldo disse que não viu como tudo aconteceu e que só se lembra de ver o fogo já pegando nele.

“Ele diz que bateram nele. Ele teve muito sorte, porque eles amarraram ele e o Evaldo ainda conseguiu desatar e correr”, acrescenta o irmão.

A vítima foi pedir ajuda na casa ao lado, onde dormia Adalberto Borges, que também trabalha na obra. Ao Campo Grande News, o pedreiro disse que por volta da meia-noite, Evaldo apareceu pedindo por socorro com o corpo todo queimado.

“Ele estava pelado e só falava que tinham entrado na obra e tacaram fogo nele”. Foi Adalberto que acionou os bombeiros. Ele disse ainda que não desconfia quem possa ter tentado roubar a construção e que a vítima trabalhava há três meses no local.

O irmão, ainda perplexo com a crueldade, espera pela melhora de saúde da vítima. “Se Deus quiser meu irmão vai voltar a ser o que era de novo. Isso não se faz nem com animal ainda mais com ser humano e uma pessoa trabalhadora”, finaliza.

Caso - O crime aconteceu em uma construção na rua Manche Catan David. A vítima trabalhava como vigia da obra e por volta da meia-noite, um grupo chegou ao local para roubar materiais de construção e encontraram o trabalhador dormindo no almoxarifado.

Evaldo tentou impedir o roubo, mas o grupo o rendeu e o amarrou. Os bandidos ainda jogaram tiner, substância altamente inflamável, no corpo do trabalhador e atearam fogo. Em seguida, fugiram do local.



Que barbaridade quando que a lei brasileira vai mudar tantos vagabunos na rua fazendo isso com trabalhadores, é triste saber que quem trabalha pra defenser o seu vem uns desocupados e fazem isso.
 
silvia mota em 25/08/2012 05:24:36
Que barbaridade, cade o amor ao próximo.
Mais uma família sobre com a crueldade de bandidos.
 
Alan Baléro em 25/08/2012 03:52:12
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