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Obra de drenagem transforma ruas em "lamaçal" e revolta moradores

Por Viviane Oliveira | 26/11/2013 09:16
Leila mostra o barro que se formou em frente a casa do sogro e no calçadão, local que os pedestres usavam para caminhar. (Foto: Marcos Ermínio)
Leila mostra o barro que se formou em frente a casa do sogro e no calçadão, local que os pedestres usavam para caminhar. (Foto: Marcos Ermínio)

Uma obra de drenagem de água pluvial tirou o sossego da maioria dos moradores do Bairro Estrela do Sul, região Norte, em Campo Grande. O que era para ser comemorado se tornou um pesadelo, pois as ruas que eram asfaltadas se transformaram em barro e a obra que já começou há dois meses não tem prazo para terminar.

A drenagem do bairro é mais um serviço da Prefeitura que não tem prazo para acabar, assim como o Centro de Belas Artes, a Avenida Júlio de Castilhos e a obra para sanar de vez o problema de erosão na Avenida Ernesto Geisel.

Os moradores do Estrela do Sul dizem que a obra começou em setembro em quatro ruas do bairro e nos calçadões, que foram quebrados para a obra ser realizada. Em algumas ruas o serviço de drenagem já foi finalizado, mas o asfalto e as calçadas que foram quebradas ainda não foram refeitas pela empresa.

O atendente de telemarketing Leandro de Carvalho Roda, 28 anos, reclama que as ruas estão barreadas e em algumas delas não tem nem condições de sair a pé de casa. “O pior de tudo é que por conta do tempo chuvoso a empresa fica até duas semanas sem aparecer e a gente sofrendo com a poeira, rua esburacada e barro para todos os lados”, afirma.

O encarregado de pavimentação da Construtora São Luiz, João Batista de Oliveira, confirmou que as obras começaram em setembro e não tem prazo para terminar. Segundo ele a obra é do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), mas 10% ficou por conta da Prefeitura, que ainda não pagou.

Na manhã de quarta-feira (20), a equipe, de quatro a cinco pessoas, no máximo, estava na Rua Madame Butterfly, e os serviços iam ser paralisados por conta da chuva. “Nós ficamos 8 dias parados e prazo para terminar nós não temos”, confirma o encarregado.

A auxiliar de cozinha Leila Pereira de Oliveira, 44 anos, mora na região e cuida do sogro que reside na Rua Cavalheiro da Rosa. Ela reclama que até para sair de casa com carro é complicado. “O meu sogro é doente e precisa ir sempre ao médico. Por conta do barro que ficou na rua, quando chove meu marido tem dificuldade de encostar com o veículo no meio-fio”, lamenta.

A rua que era asfaltada ficou intransitável. (Foto: Marcos Ermínio)
A rua que era asfaltada ficou intransitável. (Foto: Marcos Ermínio)
A obra que era para ser comemorada pelos moradores se tornou um pesadelo. (Foto: Marcos Ermínio)
A obra que era para ser comemorada pelos moradores se tornou um pesadelo. (Foto: Marcos Ermínio)

A obra de drenagem de água pluvial é para evitar alagamento no bairro, que por ser mais baixo acaba recebendo a água dos bairros mais altos, com por exemplo, Coronel Antonino e Imperial. Apesar da demora, o encarregado de obras garantiu que todas as calçadas e o asfalto serão refeitos, mas não sabe dizer quando.

O titular da Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação), Semy Ferraz, disse que no total o valor da obra com a Construtora São Luiz é de R$ 17 milhões e que o pagamento ocorre depois do término do serviço. “Isso está no contrato, o encarregado de obra está equivocado, pois não existem esses 10%. A empresa primeiro faz o serviço para depois receber”, diz.

Ainda conforme o secretário, como construtora vai executar vários serviços o pagamento é realizado por etapa. “A obra não pode trazer transtorno para os moradores e tudo o que foi quebrado por conta do serviço, deve ser arrumado”, explica, acrescentando que toda empresa tem um prazo para entregar o serviço.

O titular da pasta garantiu que ainda hoje vai conversar com o fiscal de obra da região do Estrela do Sul para saber o que realmente está acontecendo.

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