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Campo Grande, Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

08/11/2017 17:05

Obra de novo acesso ao Parque dos Poderes vai derrubar 1.222 árvores

Paulo Nonato de Souza
A futura Avenida Parque dos Poderes começou a ser aberta nesta quarta-feira e deverá facilitar o acesso ao Parque dos Poderes (Foto: Prefeitura/Divulgação)A futura Avenida Parque dos Poderes começou a ser aberta nesta quarta-feira e deverá facilitar o acesso ao Parque dos Poderes (Foto: Prefeitura/Divulgação)

Mais do que uma nova rua, um novo caminho de acesso para o Parque dos Poderes. É o que promete a obra iniciada nesta quarta-feira (8) pela Prefeitura de Campo Grande para implantar uma avenida com 400 metros de extensão, ligando a Avenida Mato Grosso, na altura da rotatória da Hiroshima, com a Rua Desembargador Leão Neto do Carmo.

É a futura Avenida Parque dos Poderes, que implicará na remoção de 1.222 árvores nativas para a sua construção, e como medida compensatória ao conceder o licenciamento ambiental, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano determinou o plantio de 1.705 mudas de grande porte e o transplante de um pé de pequi.

O limite de velocidade de 30 km/h por (controlada por equipamentos eletrônicos) e a implantação de sinalização de advertência sobre a passagem de animais silvestres também fazem parte das exigência da Semadur. A área de intervenção será tem 1,5 hectare, fica fora do perímetro do Parque Estadual do Prosa, e foi doada ao município pelo Governo do Estado para servir de traçado da nova via.

De acordo com nota divulgada pela prefeitura, a nova avenida irá encurtar o trajeto de acesso à Vila Nascente e a uma série de repartições públicas localizadas no Parque dos Poderes, como a Receita Federal, Tribunal Regional do Trabalho, cartórios eleitorais e o campus da Uniderp Agrárias.

Atualmente, para fazer o mesmo percurso é necessário contornar a rotatória da Mato Grosso com a Hiroshima e seguir até a Rua Jamil Naglis para chegar ao prolongamento da Desembargador Leão Neto do Carmo.



Prezados gestores, nós cidadãos não vemos incômodo nenhum em fazer um percurso maior e salvar as 1222 árvores que temos no Parque dos Poderes. Mais uma vez, a natureza tendo que pagar pelo comodismo de seres humanos sedentários. Essa ação que considero criminosa, pode até estar na legalidade dos governos atuais, mas é completamente imoral e anti-ética. Até quando vamos presenciar a retalhação do Cerrado em nossa cidade? Até a sua extinção total? A quem esta obra está favorecendo, de fato? Dizemos não ao desmatamento do Parque dos Poderes. Dizemos à proteção dos remanescentes do Cerrado em Campo Grande!!!
 
Simone Mamede em 08/11/2017 22:11:04
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