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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

08/08/2015 10:00

Olarte lamenta “infiltrados” na greve e vai buscar consenso com professores

Edivaldo Bitencourt e Ricardo Campos Jr.
Prefeito diz que vai manter diálogo com os professores em greve (Foto: Fernando Antunes)Prefeito diz que vai manter diálogo com os professores em greve (Foto: Fernando Antunes)

Após os professores rejeitarem a proposta de reajuste de 13% no vale alimentação, que seria concedido em parcelas até o início de 2016, o prefeito da Capital, Gilmar Olarte (PP) afirmou, na manhã deste sábado (8), que vai buscar o consenso para acabar com a paralisação. Ele também criticou os “infiltrados” na categoria com o objetivo de causar tumulto.

O prefeito apostava no fim da greve nesta sexta-feira. No entanto, apesar da direção da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) sinalizar apoio à última proposta, a assembleia descartou o reajuste no cartão alimentação, sendo 8% em agosto, setembro e outubro e mais 5% em novembro, dezembro e janeiro.

“Foi a proposta mais forte”, afirmou o prefeito, que recebeu a categoria pela primeira vez desde o início da greve, em 25 de maio deste ano, após o tumulto na terça-feira na Câmara Municipal. Ele prometeu que vai analisar o caso e buscar o consenso. “O entendimento precisa ser buscado a todo custo”, ressaltou.

Contudo, ele voltou a criticar a suposta existência de infiltrados no movimento grevista. Olarte não citou nomes, mas insinuou que a oposição pode estar por trás dos protestos, como as vaias ocorridas durante a abertura do Festival do Sobá na Feira Central. “Tem pessoas infiltradas por questões políticas, fazendo tumulto”, acusou.

Sobre o pedido dos professores, que exigem reajuste de 13,01%, o prefeito voltou a reforçar que a cidade passa por uma grave crise financeira. Contudo, descartou que o município esteja a beira do colapso ou falência. Ele confirmou R$ 60 milhões em dívidas com fornecedores. No entanto, ressaltou que houve redução em relação a herança de Alcides Bernal (PP), que deixou débito de R$ 100 milhões.



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