Operação contra crime organizado apreende R$ 75 milhões em Mato Grosso do Sul
Em Campo Grande, são cumpridos 2 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão

Mato Grosso do Sul é alvo da Operação Força Integrada IV, deflagrada na manhã desta quarta-feira (16) pela FICCO (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado). No Estado, a ação cumpriu 2 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão contra alvos investigados por integrar uma organização criminosa com atuação interestadual. Os detalhes sobre o grupo investigado ainda não foram divulgados, mas o valor total bloqueado no País ultrapassa meio bilhão de reais.
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A Operação Força Integrada IV, deflagrada nesta quarta-feira (16) pela FICCO, cumpriu dois mandados de prisão e 14 de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, com bloqueio de até R$ 75 milhões em bens de investigados por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. No total, a operação mobilizou 19 estados, cumprindo 106 prisões e bloqueando R$ 508 milhões em ativos de organizações criminosas.
Além das ordens de prisão e buscas, a Justiça Federal autorizou a apreensão e o bloqueio de até R$ 75 milhões em bens e ativos financeiros ligados aos investigados só em solo sul-mato-grossense.
É uma das maiores restrições patrimoniais de toda a operação de hoje no País, ficando atrás apenas da ação realizada no Tocantins, onde o bloqueio porém foi muito maior e chegou aos R$ 412,5 milhões.
O objetivo principal da ofensiva é o estrangulamento financeiro do grupo, que atuava no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro.
A ação reúne agentes da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, PRF (Polícia Rodoviária Federal) e Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) em 19 estados do Brasil.
Nacional — Ao todo, a Operação Força Integrada IV mobilizou simultaneamente 20 bases da Ficco espalhadas por 19 estados brasileiros. A força-tarefa cumpriu 106 mandados de prisão e 173 de busca e apreensão no Brasil, com decisões judiciais que resultaram no bloqueio de mais de R$ 508 milhões em bens, veículos e contas bancárias de organizações criminosas.
As investigações nacionais miram grupos ligados ao tráfico internacional e interestadual de drogas, tráfico de armas, homicídios, extorsão e lavagem de capitais.

