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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Outubro de 2019

17/09/2019 11:29

Outras duas mulheres dizem ser vítimas de “estuprador em série”

José Maria Rodrigues Pereira foi preso no dia 13 de setembro, depois de estuprar duas irmãs

Ângela Kempfer
José Maria no dia em que foi preso pela Guarda Municipal; (Foto: Divulgação)José Maria no dia em que foi preso pela Guarda Municipal; (Foto: Divulgação)

Outras duas mulheres dizem ser vítimas de José Maria Rodrigues Pereira, 41 anos, preso desde o dia 13 de setembro por estupro de adolescentes. Uma delas já registrou Boletim de Ocorrência e outra ainda será ouvida pela Polícia Civil.

Segundo as novas vítimas, os crimes ocorreram entre 2008 e 2010, quando ambas ainda eram menores de idade. Em 1998 ele já havia sido condenado por estupro e roubo, o que para a delegada Anne Karine Sanches, da DEPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente) mostra que José Maria é um “estuprador em série, frio”.

O caso mais recente ocorreu em 5 de setembro, quando invadiu uma casa no Jardim Colorado e estuprou duas irmãs, de 12 e 16 anos. Ao ser preso, disse que cometeu o crime em um momento de ''bobeira''. 

No dia do crime, ele havia deixado o presídio semiaberto para trabalhar em uma chácara, como descascador de mandioca. No meio do caminho, pediu para descer do ônibus porque estava se sentindo mal. Em depoimento, José Maria disse que não conseguiu atendimento no posto de saúde e, andando pelo Jardim Colorado, viu um portão aberto e resolveu entrar para roubar.

Segundo as irmãs, ele as violentou e ainda bateu em um bebê de 1 ano. O suspeito usou facas para intimidar as vítimas, foi bastante agressivo, segundo a polícia e, obrigou a adolescente mais nova a filmar enquanto abusava sexualmente da mais velha. As imagens ainda não foram recuperadas.

Depois saiu, levando os celulares das duas, que trocou por drogas, e voltou ao presídio semiaberto. Na segunda-feira seguinte, com mandado de prisão em mãos, a equipe da DPCA foi até a unidade, mas ele já havia fugido.

José Maria foi identificado por conta das digitais e também porque esqueceu um boné na casa das vítimas. Outro detalhe que ajudou a ligar o homem ao crime foi o fato dele tirar a camisa e encobrir o rosto para praticar crimes.

A primeira condenação dele ocorreu em 1998, por estuprar e roubar 30 mil de uma mulher em Cassilândia.

O inquérito deve ser fechado em 30 dias. Enquanto isso, José Maria segue preso na sede da DERF.

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