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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

20/04/2011 14:43

Pacientes 'engolem' espera na rede particular de saúde por causa de conforto e comodidade

Ricardo Campos Jr.

Tratamento diferenciado serve como distração e ameniza problemas

Imagem de lotação na Clínica Campo Grande. Imagem de lotação na Clínica Campo Grande.

Longas horas de espera não são apenas problema da rede pública de saúde. Tão comum quanto encontrar postos de saúde repletos de pessoas é flagrar a situação em clínicas e hospitais particulares em Campo Grande. Entretanto, para os clientes, a comodidade, tratamento diferenciado e conforto servem como distração e amenizam os problemas.

“Acaba sendo tudo a mesma coisa”, disse o acadêmico de história Diego Souto Maior Colina, 23 anos. Ele, acompanhado pela esposa, percorreu a cidade atrás de atendimento rápido para o filho. Passaram pelo hospital São Lucas e pela Clínica Campo Grande, que segundo ele estavam lotados.

Acabou no Pronto Med, clínica particular que fica junto à Santa Casa da Capital. O local estava deserto. Além dele, havia somente outro paciente aguardando no local.

O Campo Grande News percorreu vários hospitais, clínicas e também postos de saúde para fazer a comparação. Ainda no Centro, na Clínica Campo Grande, havia cerca de 15 pacientes, maioria idosos.

Um casal demorou aproximadamente 15 minutos para serem atendidos, tempo bastante inferior ao observado na rede pública. Os demais estavam no local há mais tempo, quase uma hora, mas já haviam sido atendidos e aguardavam somente o resultado dos exames feitos.

No hospital São Lucas a sala de espera estava cheia. “Mais tarde fica lotada”, disse um paciente que esperava por consulta para a filha.

Soraia de Jesus Sanaia foi levar o filho e aguardava há quase 1 hora e meia o atendimento. Ela conta que não tem plano de saúde, está desempregada, mas ainda assim preferiu pagar 100% do valor cobrado para ter melhor atendimento.

“Aqui tudo é melhor, mas tudo pago. É o preço que a gente paga para ser bem atendido. As pessoas têm mais educação”, disse.

Outra mãe, que não quis se identificar, considera a espera semelhante a da rede pública, mas concorda com Soraia com relação á qualidade. “A diferença daqui é que a gente demora para ser atendido, mas é bem tratado. São educados e a qualidade dos médicos é melhor. Mas a demora é a mesma”.

Em posto de saúde, cena de lotação é muito parecida.Em posto de saúde, cena de lotação é muito parecida.

Inverso - O mecânico Sandro dos Santos teve um acidente de trabalho na segunda-feira e iniciou uma peregrinação em busca de atendimento. Durante o serviço um pedaço de ferro com diâmetro aproximadamente igual ai bico de uma caneta esferográfica perfurou e parte dele ficou alojada no dedo do trabalhador.

Ele reclamava e se contorcia de dores que se irradiavam pelo braço. Primeiro tentou a Santa Casa. Recebeu medicamentos para controlar a dor e orientação de ou retornar no fim da semana ou procurar um Posto de SAúde para a retirada do objeto.

Imediatamente ele foi no posto da Vila Almeida. “Estava lotado e não tinha médico", comenta.

Ele desistiu, voltou para casa e hoje a situação do dedo estava pior. Novamente não recebeu atendimento na Vila Almeida e foi parar no UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Coronel Antonino. No local ele esperou cerca de 1 hora e 20 minutos para ser atendido.

Acompanhado pelo patrão, disse que o efeito do medicamento havia passado e a dor voltado. Por várias vezes tentou bater em portas fechadas para cobrar solução para os problemas dele.

Passadas várias horas, a tão esperada consulta. A ele, foi receitado um antiinflamatório para controlar o inchaço provocado pelo metal e foi dada orientação para retorno posterior.

"Na Vila Almeida não atende ninguém. No Coronel Antonino demorou um pouquinho, mas foi bom o atendimento", disse.



Não me recordo a data, mas me lembro ser no primeiro semestre de 2011 com um problema de hipertensão procurei por um médico no hospital local e lá mandaram que eu procurasse um cardiologista e ao encontrá-lo ele estava com um cachorro na corrente, minha esposa pediu a ele que eu necessitava de atendimento médico e ele declarou que havia saído do hospital naquela hora e que não iria voltar lá.
 
JOSE MARIA DE AQUINO em 03/10/2011 07:08:01
Concordo em numero, gênero e grau com JULIO CÉSAR, engraçado né, imagine se tivéssemos governos analfabetos/ignorantes, como seria a saúde em MS.? se atualmente já está um caos a saúde pública de nosso Estado.
 
Pedro Paulo Diniz em 21/04/2011 12:05:35
Esse Pronto Med aí, junto a Santa Casa, é uma piada...
Fui até lá buscando atendimento para minha esposa, que estava com crise de asma, e não quiseram atender, apesar de o local estar vazio.
Alegaram que não atendiam pelo nosso plano de saúde, o que é uma baixa mentira, pois já consutei isso e SEI que devem atender.
Palhaçada!!!
 
Thiago Russo Nantes em 21/04/2011 09:23:26
O Ser humano em sim, pode pra ser tratado com dignidade tem que pagar em dinheiro,ou seja se vc chegar nas ultimas tanto no SUS como no particular, se vc tiver pra pagar voce é bem recebido se não apodrece nos corredores!
É BRASIL ORDEM E PROGRESSO!!!!
 
Anderson soares em 21/04/2011 02:32:17
O poblema não que tem q pagar, a diferença e ver o seu filho ou qualquer pessoa da sua familia ser tratado com diginidade e respeito coisa q naõ tem em posto de saude ou em hospitais da rede publica,naõ generalizando mais a maioria dos medicos e enfermeiros so' querem cumprir seu plantão e ir pra casa, não tem comprometimeto com a profisão que escolheram . emfim ser atendido com'' humanidade''e' preciso pagar fazer o que ne' Governantes!!!
 
soraya de jesus fanaia em 20/04/2011 10:12:45
Infelizmente para serem bem tratadas as pessoas precisam pagar, raras vezes consegue-se atendimento de qualidade, exceto por profissionais comprometidos, que são minoria. Tenho a sensação que vivo em uma falsa democracia, pois o governo só recolhe e nada de contraprestações.
 
JULLYETE DA SILVA SOUZA em 20/04/2011 06:18:46
Eu estive na segunda feira com o meu filho passando mal no São Lucas, além de lotado eles não atenderam a criança na urgência, ele estava desidratado e quase desmaiando, ao pedir urgência a resposta que eu obtive da atendente é que lá não é pronto socorro, isso é um absurdo!! Além de pagar um valor exorbitante pelo plano de saúde temos que nos sugeitar a isso, nesse caso certamente a criança seria atendida imediatemente na Rede Pública. Fui obrigada a me deslocar até o Hospital da Criança onde meu filho foi bem atendido e permaneceu internado.
 
Eliene Arantes em 20/04/2011 05:53:30
NAO SEI NEM O Q FALAR,MAS ONTEM ESTIVE NO POSTO VILA ALMEIDA C MINHA FILHA Q ESTA C VIROSE,FOMOS BEM ATENDIDA DEMOROU UM POUCO,MAS SE ATÉ NO PARTICULAR TÁ ASSIM,FEZ UM EXAME DE SANGUE, E A NOITE PEGAMOS O RESULTADO E CONSULTAMOS NOVAMENTE A NOITE ,TALVEZ MUITOS NAO TEM A MESMA SORTE INFESLIMENTE.
 
maira mendes em 20/04/2011 04:30:21
Então está ai a solução para Saúde Pública?? O povo tem que pagar pra da valor?? Pq os médicos que atendem na rede pública são os mesmo da particular. Realmente a difirença é o DINHEIRO, que se paga, e que se investe!
 
Rebeca Freitas em 20/04/2011 03:11:48
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