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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

25/06/2015 15:13

Pai de menino morto ao cair de prédio suspeita que houve assassinato

Ricardo Campos Jr.
Perito analisa local onde menino caiu de prédio (Foto: João Garrigó / arquivo)Perito analisa local onde menino caiu de prédio (Foto: João Garrigó / arquivo)

Baseado na perícia, o pai do menino de 10 anos que morreu ao cair do 13º andar do prédio Torre de Ibiza, na Via Parque, em novembro de 2011, descarta completamente a tese de suicídio. No começo do mês, a Justiça absolveu duas pessoas acusadas de jogá-lo. A família pediu a reabertura da ação por homicídio qualificado dizendo ter informações inéditas sobre o caso.

Segundo informações apuradas pelo Campo Grande News, a tese de homicídio foi levantada pelo MPE (Ministério Público Estadual), que ofereceu representação contra dois moradores do edifício com base, a princípio, em relatos passados pela irmã da vítima. Porém, a testemunha negou, diante do juiz, ter visto qualquer tipo de movimentação estranha.

Isso fez com que a promotora Vera Aparecida Bogalho, responsável pela abertura do processo, opinasse pela improcedência da ação. Diante disso, o magistrado Mauro Nering Karloh absolveu os acusados.

Contudo, o pai da vítima afirma que a filha sofreu grande pressão durante a oitiva e nega que ela tenha desmentido a versão de que os vizinhos entraram no apartamento.

“No dia da audiência, houve gritos e ameaças. Ela não falou nada com nada. A mãe dela estava presente, mas foi advertida de que não poderia intervir”, afirma. O comerciante relata ainda que a promotoria fez a representação não apenas com base no testemunho da adolescente, mas também em uma nova perícia que teria sido feita após o inquérito.

Entretanto, a sentença não menciona qualquer tipo de prova além daquelas divulgadas durante as investigações. Segundo o pai da vítima, o laudo não aponta para suicídio e encerra-se de forma inconclusiva, tanto que o caso foi entregue ao Ministério Público como “morte a esclarecer”.

“O que foi levantado pela perícia não caracterizava suicídio. A janela no quarto do meu filho não tinha tela, mas ele caiu de uma janela minúscula. Se a pessoa quer se matar, busca a facilidade. Quando fizeram o laudo, não acharam vestígio de impressão digital na faca encontrada ao lado da janela e nem vestígio da tela na faca”, afirma.

Nering inocentou os acusados e ainda abriu margem para que o MPE, caso queira, represente contra a adolescente por denunciação caluniosa. A promotora responsável, Vera Aparecida Bogalho, não quis comentar o processo, já que ele corre em segredo de Justiça.



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