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Capital

Para não perder R$ 40 milhões, obra em avenida tem de começar até março

Trecho a ser recuperado e recapeado será entre a Salgado Filho e a Manoel da Costa Lima, menor que o previsto no projeto inicial

Por Anahi Zurutuza | 26/01/2017 16:56
Em vários trechos, margens do rio Anhanduí estão desmoronando e parte da pista está comprometida (Foto: Alcides Neto)
Em vários trechos, margens do rio Anhanduí estão desmoronando e parte da pista está comprometida (Foto: Alcides Neto)
Trecho na região da Vila Jacy (Foto: Alcides Neto)
Trecho na região da Vila Jacy (Foto: Alcides Neto)

Sob o risco de perder recursos para a recuperação das margens do rio Anhanduí e recapeamento da avenida Ernesto Geisel, a Prefeitura de Campo Grande corre contra o tempo para licitar e dar início às obras. O Ministério das Cidades garantiu R$ 40 milhões para a revitalização sob a condição de que os trabalhos sejam iniciados neste primeiro trimestre.

A informação é do secretário-adjunto de Infraestrutura, Ariel Serra. “O projeto foi reformulado várias vezes e devido à morosidade para começar as obras, a prefeitura corria o risco de perder os recursos, mas o prefeito Marquinhos Trad esteve com o ministro Bruno Araújo [das Cidades] antes de assumir o cargo, explicou o quanto essa obra é importante para Campo Grande, pediu um voto de confiança e conseguiu”, explicou.

O secretário explica que para viabilizar a recuperação da avenida que está sendo engolida em vários pontos pelas erosões das margens do Anhanduí, a prefeitura precisará reduzir a extensão do projeto.

O previsto era fazer a revitalização entre a avenida Santa Adélia (em frente ao Shopping Norte-Sul Plaza) até a Campestre (no Aero Rancho) – seriam cerca de 7 km de obras. Contudo, de início, o trabalho ficará concentrado no trecho entre a Salgado Filho e Manoel da Costa Lima, trecho com 4,9 km.

“Se fossemos fazer o projeto completo o custo seria de entorno de R$ 80 milhões. Mas, o saldo que temos é de R$ 40 milhões. Nós ainda vamos buscar outras fontes de recursos para investir na revitalização por completo, na construção de ciclovias e na parte de urbanização, mas decidimos começar as obras no trecho prioritário logo para não perder os recursos”, esclareceu Serra.

Dos R$ 40 milhões, R$ 38 milhões são do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e R$ 2 milhões têm de sair dos cofres do município como contrapartida.

O secretário-adjunto diz acreditar que até o fim deste mês, a Caixa Econômica aprova os últimos ajustes feitos no projeto, para adequar o orçamento aos índices do Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil), que mudam a cada ano. “Vamos licitar em fevereiro”, garantiu.

Novela - O projeto que prevê a revitalização da avenida teve seis anos de planejamento foi licitado e até iniciado em 2012, ao custo de R$ 68 milhões, ainda na gestão do ex-prefeito Nelsinho Trad (PTB), mas foi interrompido no ano seguinte, já que após a posse do prefeito cassado, Alcides Bernal (PP), a construtora que deveria realizar a obra foi desligada do projeto.

Desde então foram muitas as promessas de retomada, sendo que a última ordem de licitação foi lançada em março de 2015, durante a administração de Gilmar Olarte, com a promessa de ser dividida em seis etapas.

Via está cheia de remendos e buracos (Foto: Alcides Neto)
Via está cheia de remendos e buracos (Foto: Alcides Neto)

Problemas – No início do mês, o Campo Grande News retratou a situação da Ernesto Geisel. A via não tem guard rail e é considerada uma das mais violentas da Capital.

A existência de muitos buracos contribui para aumentar o risco de acidentes quando os condutores desviam das crateras. Em 2016, a Ernesto Geisel foi a segunda com maior número de acidentes em Campo Grande, quando 254 ocorrências foram registradas de janeiro até dezembro – quase uma por dia. Cinco pessoas morreram.

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