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Capital

Para o preso trabalhar, é preciso ter policiais penais na vigilância

Projeto lançado no TRT quer expandir oportunidades de trabalho e capacitação

Por Geniffer Valeriano | 27/08/2026 12:12
Para o preso trabalhar, é preciso ter policiais penais na vigilância
Evento discute a inserção no mercado de trabalho (Foto: Geniffer Valeriano)

Pra ampliar as oportunidades de trabalho para pessoas privadas de liberdade, é necessário aumentar o número de policiais penais, explica o diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Rodrigo Rossi Maiorchini.

RESUMO

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O projeto Emprega Lab foi lançado nesta quinta-feira (27) durante cerimônia no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), com o objetivo de ampliar oportunidades de trabalho para pessoas privadas de liberdade em Mato Grosso do Sul. Atualmente, 35% da população carcerária do estado exerce alguma atividade laboral, sendo 22% remunerada. A meta é alcançar 50% de empregabilidade, unindo Justiça do Trabalho, Tribunal de Justiça, Governo do Estado e Segurança Pública.

A declaração foi dada nesta quinta-feira (27), durante cerimônia no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), que marcou o lançamento do projeto “Emprega Lab”, voltado à inovação social e à criação de parcerias para o público carcerário.

Atualmente, 35% da população carcerária de Mato Grosso do Sul exerce alguma atividade laboral, sendo que 22% têm atividades remuneradas. Segundo Rodrigo, a Agepen conta com 220 empresas credenciadas que ofertam vagas de emprego para esse público.

“Isso é um fortalecimento, por quê? Porque a sociedade, o reflexo dela e a progressão do privado de liberdade chegar à altura para poder exercer sua função social, a dignidade dele. Então, a gente pensa que essa capacitação, essa dignidade, vai trazer frutos aqui dentro para nós, na sociedade”, pontua.

Ele detalha que as oportunidades abrangem diferentes áreas, mas destaca que, para ampliar o número de vagas, é preciso avançar em diversos pontos. “Envolve, por exemplo, possibilidades físicas também. E hoje, nós estamos com o efetivo um pouco baixo, a gente também precisa ter segurança. Por quê? O trabalho prisional só é feito porque tem um policial penal, que faz acontecer dando segurança para as oficinas e dando segurança para a unidade e para a sociedade. Precisamos de várias coisas. Espaço físico, empresários, mais policiais, várias coisas”.

Para o preso trabalhar, é preciso ter policiais penais na vigilância
Itens fabricados por internos dos presídios de MS (Foto: Geniffer Valeriano)

Apesar de já existir uma política de emprego e capacitação para pessoas privadas de liberdade, a juíza do Trabalho Daniela Peruca explica que a assinatura do termo tem como objetivo expandir essas oportunidades.

“O Emprega Lab já teve início, aqui é realizado uma formalização. Nós iniciamos no mês de julho na Unidade Prisional Feminina de Rio Brilhante, numa parceria com o Sebrae Mato Grosso do Sul. Então a gente já está trabalhando, vamos expandir agora”, explicou.

A juíza ainda detalhou que a assinatura do ato reúne quatro instituições: a Justiça do Trabalho, o Tribunal de Justiça, o Governo do Estado e a Segurança Pública. “O nosso projeto é um projeto ambicioso, nós queremos atingir 50% da população carcerária empregada, seja com o olhar para o empreendedorismo, seja eles desenvolvendo as próprias habilidades, se direcionando para aquilo que, de repente, seja o sonho que os faça felizes, ou para o mercado formal, carteira assinada, todos os direitos trabalhistas observados e gerando renda”.

Em liberdade condicional há 1 ano e 4 meses, Geovane Malheiro, de 30 anos, está entre as pessoas que tiveram a reintegração ao mercado de trabalho ainda durante o cumprimento da pena por tráfico de drogas.

“A importância é que ele dá um novo recomeço para as pessoas. Ele acredita em você mesmo. Antes até mesmo de você acreditar que você pode conseguir um emprego, pode construir uma carreira, o projeto já te faz ter essa certeza que você pode se recomeçar, você pode se socializar com a sociedade. [...] Nem deu tempo de eu pensar em fazer as coisas erradas de novo, porque eu já tinha um emprego, já tinha uma carreira para construiristo

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