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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

07/02/2012 17:39

Pecuarista trava briga judicial milionária contra advogado

Fabiano Arruda
Antônio Moraes dos Santos é conhecido por doações milionárias em Campo Grande, como à Santa Casa no ano passado. (Foto: João Garrigó)Antônio Moraes dos Santos é conhecido por doações milionárias em Campo Grande, como à Santa Casa no ano passado. (Foto: João Garrigó)

O pecuarista Antônio Moraes do Santos, conhecido por doações milionárias em Campo Grande como à Santa Casa, move ação contra seu ex-advogado, Paulo Tadeu Haedchem, em que pede devolução de aproximadamente R$ 2,4 milhões, além de indenização em torno de R$ 3,6 milhões. A ação no TJ tem valor de R$ 5 milhões.

O caso tramita na quinta Vara Cível da Comarca da Capital e segue para a fase de produção de provas.

Na ação, Antônio Moraes acusa o advogado de apropriação indébita ao sacar e não repassar a ele a quantia de R$ 2,4 milhões.

O valor é referente a uma das ações, em que o advogado atendia seu ex-cliente, que liberava para saque de parcelas de precatório decorrente de uma desapropriação judicial movida pelo Incra.

Segundo o advogado do pecuarista, Niutom Ribeiro, a ação foi iniciada no ano passado. “Ele (Antônio Morais) ficou sabendo, através do processo, que havia levantamento dos valores e não houve prestação de contas. Foi aí que ele nos contratou”, explica.

Paulo Tadeu teria argumentado que seu cliente lhe devia honorários, o que é rebatido por Antônio Morais, que garante ter pago os valores.

Na ação por danos morais, o pecuarista também acusa o advogado de violar deveres éticos ao enviar uma carta a seus familiares em que expunha detalhes protegidos por sigilo profissional. Santos argumenta que o texto lhe humilha, pois é chamado de agiota.

Por conta disto o caso foi parar na OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil). O presidente do órgão, Leonardo Duarte, confirmou ter conhecimento da ação, que está na vice-presidência e aguarda julgamento para saber se a denúncia será acatada ou não. Ainda conforme Leonardo, o advogado Paulo Tadeu já se manifestou a OAB sobre o caso.

Em contato telefônico, a filha do pecuarista confirmou a ação e disse que o assunto é tratado somente com o advogado Niutom Ribeiro.

A reportagem do Campo Grande News entrou em contato com Haedchem em seu escritório, no celular e por email. A informação é que ele está em viagem e só estará disponível para falar sobre o assunto amanhã.

A reportagem também entrou em contato com o advogado de Paulo Tadeu, Renato Chagas Correa da Silva. Ele não estava em seu escritório e ficou de retornar a ligação.

O assunto ganhou força nesta terça-feira após publicação no Facebook de um perfil especializado em Direito.

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Em tratando-se de advogado fica + facil acreditar no pecuarista. Alguém já houviu aquela piada do cara que bateu no carro do advogado, ai o advogado muito cauteloso falou vamos sentar ali na mesa do bar e tomar uma, enquanto a gente resolve isso, Só que o advogado muito esperto pedia aguá enquanto o outro uma cerva bem gelada, quando chegou a perícia, bom vcs já devem saber o final não dá para acr
 
jose carlos em 08/02/2012 11:07:05
Acredito que a limitação aos advogados hoje existente já é suficiente. Chega de taxar advogados como bandido, pois todas as provas e levantamentos são carreadas no processo que está na mão do judiciário. A verdade é que maioria dos clientes querem ter seus problemas resolvidos, não não querem pagar o advogado, aí dá nisso!
 
Manoel da Paz em 08/02/2012 10:53:04
Agora quero ver , briga de cachorro grande, vamos assistir de camarote!
 
Fernanda Silva Santos em 07/02/2012 08:29:05
Conhecendo o caráter do Sr. Antonio Moraes, já sabemos com quem está a verdade, porém alguns advogados dão nó até em pingo d´agua e vai dai que daqui a pouco o Dr. Paulo pode sair com a razão desta contenda. Razão bem entendido, não quer dizer verdade.
 
Janio Santos pereira em 07/02/2012 07:49:07
Será que esta situações não seriam resolvidas, se houvesse limitação aos poderes dos advogados, permitindo-os agir até o momento do levantamento dos valores, quando então seria necessário a presença do cliente? Sabemos que este não é o primeiro caso e com certeza não será a última . Talvez uma mudança na legislação resolva estas situações.
 
jose pedro da silva em 07/02/2012 06:58:49
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