Policial civil ligado à Operação Omertà morre após passar mal em casa
Márcio Cavalcanti terminou a trajetória judicial sem condenações, após obter absolvição em todos os processos

Márcio Cavalcanti da Silva, policial civil que foi alvo de processos decorrentes da Operação Omertà, morreu na madrugada desta terça-feira, após passar mal na casa onde morava, no Bairro Monte Castelo, em Campo Grande. Segundo o advogado de defesa, Laerte Arruda Guimarães, ele vinha enfrentando crises de ansiedade acompanhadas de falta de ar.
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Márcio Cavalcanti da Silva, policial civil investigado na Operação Omertà em 2019, morreu na madrugada desta terça-feira em Campo Grande após passar mal em casa. Com mais de 70 anos, ele sofria crises de ansiedade com falta de ar e desmaiou por volta de 1h30. O Samu tentou reanimá-lo sem sucesso. Absolvido em todos os processos, o corpo será velado no Parque das Primaveras e cremado conforme sua vontade.
“Estava tendo algumas crises de ansiedade, que causavam falta de ar. Por volta de 1h30 da manhã, acordou com uma dessas crises, começou a ter muita dificuldade para respirar e desmaiou”, afirmou o advogado.
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De acordo com Laerte, a companheira de Márcio acionou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que tentou reanimá-lo, mas ele não resistiu. “A equipe tentou reanimá-lo, mas ele acabou falecendo. A morte ocorreu em casa”, relatou.
Márcio tinha mais de 70 anos e ficou conhecido publicamente por ter sido investigado após a deflagração da Operação Omertà, em Mato Grosso do Sul, em 2019. Entre as acusações enfrentadas por ele estava a posse de 40 munições calibre 5.56, de uso restrito, encontradas em um armário na Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos).

Nesse processo, ele foi absolvido em primeira instância, posteriormente condenado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e, por fim, novamente absolvido pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), que restabeleceu a sentença original. A Corte entendeu que havia irregularidades relacionadas à coleta e à cadeia de custódia da prova.
Ao comentar a trajetória judicial do policial, o advogado ressaltou que Márcio terminou os processos sem condenação. “É importante esclarecer que ele foi absolvido em todos os processos”, disse.
A defesa afirmou ainda que, no caso das munições, a defesa sustentava que o material teria sido colocado no armário do policial. “Ele foi absolvido em primeira instância, posteriormente condenado pelo tribunal, e eu recorri ao Superior Tribunal de Justiça. No STJ, o recurso foi provido e ele acabou absolvido também nesse processo. Portanto, ao final, ele ficou sem nenhuma condenação”, declarou.
O corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal), e ainda não havia, segundo a defesa, definição sobre o horário do velório. A previsão é de que a despedida ocorra no Parque das Primaveras, na Avenida Tamandaré. “A vontade dele era ser cremado. Então, será realizado o velório e, posteriormente, o corpo será encaminhado ao crematório”, afirmou o advogado.
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