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Capital

“Pisou no meu rosto”: morador relata 20 minutos de terror durante assalto

Suspeito acabou preso quando recebia pizza na porta de casa, no Conjunto União

Por Dayene Paz e Geniffer Valeriano | 05/01/2026 13:21
“Pisou no meu rosto”: morador relata 20 minutos de terror durante assalto
Idoso conversou com a reportagem do Campo Grande News. (Foto: Geniffer Valeriano)

O portão alto, que por anos foi sinônimo de proteção, não impediu a ação de criminosos na Vila Taveirópolis, em Campo Grande. “Pisou no meu rosto”. É assim, com a voz ainda embargada, que o morador resume os cerca de 20 minutos de terror vividos durante um assalto à residência. A reportagem do Campo Grande News esteve na casa e quem atendeu foi o próprio morador, que decidiu falar para tentar transformar o medo em alerta.

RESUMO

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Um assalto à residência na Vila Taveirópolis, em Campo Grande, deixou uma família traumatizada após 20 minutos de terror. O criminoso invadiu a casa, agrediu um dos moradores e manteve mãe e filho sob ameaça enquanto exigia dinheiro e joias. O suspeito, um homem de 48 anos, foi preso posteriormente pela Polícia Militar ao receber uma entrega de pizza em sua residência no Conjunto União. Com ele foram encontradas joias reconhecidas pelas vítimas e roupas compatíveis com as usadas no crime. A família agora vive com medo e mudou completamente sua rotina após o incidente.

Segundo ele, o ladrão pulou o muro da frente da casa, entrou pela porta da sala e seguiu direto para o corredor que dá acesso ao ateliê de costura da mãe, uma idosa de 87 anos. A mulher foi surpreendida pelas costas. O criminoso tapou a boca dela e anunciou: “É um assalto”.

“Pisou no meu rosto”: morador relata 20 minutos de terror durante assalto
Portão que bandido pulou para assaltar casa. (Foto: Geniffer Valeriano)

Assustada, a idosa foi questionada se havia mais alguém no imóvel. Ao responder que o filho estava em casa, foi levada pelo ladrão até o quarto dele. O morador estava deitado quando ouviu a voz de um homem. Ao se levantar e chegar à porta, deu de cara com o assaltante.

“Eu não vi a arma, porque estava nas costas da minha mãe”, relembra. Mesmo assim, não reagiu. “Ele mandou eu deitar no chão e eu deitei. Não tive reação por conta da arma”.

No chão do quarto, o morador teve o rosto coberto com uma coberta. Em seguida, veio a agressão. “Ele começou a pisar em mim”, conta. Durante toda a ação, o ladrão exigia dinheiro e joias enquanto revirava a casa em busca de objetos de valor.

A família explicou que muitas das peças eram bijuterias. Ainda assim, foram entregues uma corrente de ouro e duas alianças. Além disso, o criminoso levou quatro celulares. “Foram de 15 a 20 minutos de terror psicológico e físico”, resume o morador.

Depois da fuga do assaltante, a polícia foi acionada. Imagens de uma câmera de segurança de um vizinho ajudaram a registrar parte da ação. Do lado de fora, o ladrão usava um boné para tentar esconder o rosto. Dentro da casa, segundo a vítima, ele chegou a usar a própria camiseta para se cobrir. “Só dava para ver o olho”.

“Pisou no meu rosto”: morador relata 20 minutos de terror durante assalto
Suspeito preso por equipe da 10ª CIPM. (Foto Divulgação)

O impacto da violência, no entanto, não terminou com a saída do criminoso. “Você fica sem reação. Existe uma palavra certa para isso, mas ela foge da memória nesse momento”, desabafa. Desde o assalto, a rotina mudou. “Antes, quando eu saía, as portas ficavam abertas. Agora não tem mais como”.

A maior preocupação é com a mãe. Idosa, com problemas cardíacos e histórico de cirurgias, ela foi colocada no centro da ação criminosa. “Agora vou ter que viver preso e eu me preocupo com a minha mãe. A situação que passamos comprovou que o coração dela está bom”, diz, tentando encontrar algum alívio em meio ao trauma.

O medo também é alimentado pelo que veio depois. “Segundo o pessoal, ele estava drogado. Então, para matar é rapidinho. Qualquer ação inesperada, ele podia ter se sentido ameaçado e atirar na minha mãe. A gente fica acuado”.

O assalto aconteceu pouco antes da prisão do suspeito. Conforme divulgado anteriormente, o homem de 48 anos foi preso pela Polícia Militar no momento em que recebia uma pizza em frente à própria casa, no Conjunto União. Com ele, a polícia encontrou joias reconhecidas pelas vítimas e roupas compatíveis com as usadas no crime. O caso segue sob investigação.

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