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Capital

"Pistoleiro do Aero Rancho" é condenado por matar rapaz a mando de presidiário

Rikelmy Lorran Figueiredo Toguiciole, 22 anos, foi executado em maio de 2022

Por Ana Paula Chuva | 27/02/2024 19:12
Marcos, conhecido como pistoleiro no Aero Rancho, sentado no banco dos réus (Foto: Bruna Marques)
Marcos, conhecido como pistoleiro no Aero Rancho, sentado no banco dos réus (Foto: Bruna Marques)

Conhecido como “pistoleiro” no Bairro Aero Rancho, Marcos Vinicius de Oliveira Silva, 19 anos, foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado por executar a tiros Rikelmy Lorran Figueiredo Toguiciole, 22 anos. O crime aconteceu em maio de 2022, em frente a campo de futebol no cruzamento das Rua Gerbera com a Avenida Arquiteto Vilanova Artigas, em Campo Grande.

Marcos passou por julgamento nesta terça-feira (27) ao lado de José Ribamar Gonçalves Carvalho da Hora, 22 anos, que teve a mesma pena. De acordo com a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) os dois rapazes, junto com Lucas Pablo da Silva Lemos, 28 anos, teriam executado a vítima por motivo fútil e mediante emboscada.

Conforme o MP, o crime aconteceu por volta das 10h do dia 21 de maio daquele ano. No dia anterior Rikelmy foi convidado por uma jovem para festa em uma casa no mesmo bairro. O rapaz publicou uma foto com a garota em sua rede social e, Lucas, que estava preso no Instituto Penal de Campo Grande, ficou com ciúmes por conta da imagem.

O detento era ex-namorado da garota que estava com Rikelmy e chegou a entrar em contato com o rapaz mandando que ele apagasse a foto ou seria morto. A vítima obedeceu a ordem, mas Lucas mesmo assim contratou José e Marcos para executá-lo. Entretanto, o Lucas foi absolvido porque entendeu-se que há negativa de autoria, ou seja, o réu não foi autor do homicídio.

José Ribamar chegando para dar seu depoimento ao juiz durante julgamento (Foto: Bruna Marques)
José Ribamar chegando para dar seu depoimento ao juiz durante julgamento (Foto: Bruna Marques)

No dia da festa, os acusados foram até a festa onde a vítima e a garota estavam e foram diretamente conversar com Rikelmy que decidiu ir embora. José e Marcos saíram uns minutos depois e foram atrás do rapaz que conversava com seu avô em uma casa perto do local da comemoração.

José então chamou Rikelmy para conversar e Marcos ficou escondido atrás de uma árvore. Assim que a vítima chegou perto do suspeito, o “pistoleiro” deu os tiros que mataram o rapaz antes mesmo do socorro chegar. Em seguida, os dois autores fugiram em uma motocicleta, mas acabaram presos preventivamente no dia 2 de junho daquele mesmo ano.

Nesta terça-feira os dois passaram por julgamento na 1º Vara do Tribunal do Júri e acabaram condenados, ambos em regime fechado. A sentença é assinada pelo juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida.

Corpo de Rikelmy coberto por lençol na rua onde foi executado a tiros (Foto: Marcos Maluf | Arquivo)
Corpo de Rikelmy coberto por lençol na rua onde foi executado a tiros (Foto: Marcos Maluf | Arquivo)

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