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Capital

Polícia "afunila lista" de suspeitos de cometer homofobia contra dentista

Ofensas contra o cirurgião dentista Gustavo Lima aconteceram em agosto, na fila do Albano Franco

Por Silvia Frias | 14/10/2021 11:25
Última postagem de Gustavo, no Instagram, há dez semanas: rapaz enfrentava depressão há anos. (Foto: Reprodução)
Última postagem de Gustavo, no Instagram, há dez semanas: rapaz enfrentava depressão há anos. (Foto: Reprodução)

A investigação por injúria racial, pelo crime de homofobia, contra o cirurgião dentista Gustavo Lima ainda está em andamento. Segundo o delegado Ricardo Meirelles Bernardinelli, está se “afunilando a lista” para chegar a autoria das ofensas contra o rapaz.

Nesta madrugada, Gustavo Lima foi encontrado morto em casa, no Bairro Rita Vieria. Em entrevista ao Campo Grande News, o irmão dele, Adriano Lima, disse que o rapaz enfrentava depressão há anos, quadro agravado a partir do episódio de homofobia sofrido no dia 21 de agosto.

Naquele dia, Lima trabalhava como voluntário na vacinação contra covid-19 no Albano Franco, quando uma mulher na fila, disse que não queria a filha sendo vacinada “por este tipo de gente: viado”.

Gustavo (meio) durante sessão na Câmara, no dia 24 de agosto, em que recebeu apoio dos vereadores. (Foto: Reprodução)
Gustavo (meio) durante sessão na Câmara, no dia 24 de agosto, em que recebeu apoio dos vereadores. (Foto: Reprodução)

O delegado informou que recebeu imagens do circuito de segurança e a lista dos vacinados naquele dia para identificar a autora das ofensas. “Recebemos a relação de pessoas, arrecadamos imagens dos veículos, estamos afunilando a lista para chegar até a autoria”, disse.

Em princípio, a investigação segue normalmente, agora, com representação dos familiares de Gustavo. O atestado de óbito será juntado ao inquérito. O boletim de ocorrência pela morte do rapaz deve tramitar na delegacia do Bairro Rita Vieira e, caso haja informações que interessem ao caso de homofobia, elas podem ser juntadas, recurso que se chama “prova emprestada”.

Em agosto, o rapaz, com apoio da mãe, Tânia Mara Lima, decidiu denunciar a agressão à polícia. “A gente não quer vingança, a gente quer só que a pessoa responda pelo crime que cometeu", disse Gustavo.

No dia que sofreu as ofensas, Gustavo se manifestou. (Foto: Reprodução)
No dia que sofreu as ofensas, Gustavo se manifestou. (Foto: Reprodução)


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