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Capital

Polícia Civil pede perícia no carro de Anderci, 35 dias após tiro fatal

Namorado da professora que morreu semana passada disse que carro foi usado em assalto

Por Marta Ferreira | 29/03/2021 15:13
A professora Anderci ao lado do carro em que foi baleada e que agora será alvo de perícia, em foto das redes sociais. (Foto: Reprodução do Facebook)
A professora Anderci ao lado do carro em que foi baleada e que agora será alvo de perícia, em foto das redes sociais. (Foto: Reprodução do Facebook)

Só hoje, 35 dias depois de a professora Anderci da Silva, de 44 anos, ser baleada nas costas e abandonada em frente ao Hospital da Cassems,  em Campo Grande, foi solicitada a perícia no veículo dela, um Voyage, no qual estava quando foi ferida. Anderci morreu no domingo passado, 23, em decorrência da gravidade do quadro.

O pedido de exame para identificar vestígios que possam indicar a presença de sangue e o tipo de arma usada para atingir a professora foi da 2ª Delegacia de Polícia Civil, que assumiu o caso nesta segunda-feira (29).

Quem deixou Anderci na frente do hospital foi o namorado dela, de 26 anos, por enquanto tratado como testemunha do caso. Por isso a identidiade é preservada. Também foi ele responsável por levar o veículo para a 3ª Delegacia de Polícia Civil, no Bairro Carandá Bosque, quando o caso era tratado ainda como tentativa de homicídio.

A confirmar - O homem prestou depoimento, no dia 9 de março, quando se apresentou à Polícia Civil, disse que a namorada levou um tiro disparado de fora do carro quando o casal cometia assalto para pagar dívida de droga, que haviam consumido pouco antes. O relato contato por ele é de que roubaram bicicleta e, quando estavam indo embora, levando o produto do crime, apareceu um motociclista atirando contra o veículo.

Por meio do advogado, Jean Cabreira, o acompanhante da professora admitiu que, antes de levá-la para o hospital, transferiu de veículo, para uma camionete, com a qual ela foi deixada no estabelecimento de saúde. Segundo a resposta dada à reportagem, ele não tinha “condições psicológicas” de cuidar dos procedimentos.

Foi a enteada de Anderci quem fez a internação.

Nas informações prestadas pela família, a mulher havia vindo de Dourados, onde morava e trabalhava, para Campo Grande.  A professora era bastante conhecida como defensora da educação, ativa nos movimentos sindicalis.

Estava vivendo com o namorado. Os parentes enfrentavam dificuldades para ter contato com Anderci.

Professora aparece segurando arma em foto que chegou à redação do Campo Grande News. (Foto: Direto das Ruas)
Professora aparece segurando arma em foto que chegou à redação do Campo Grande News. (Foto: Direto das Ruas)

Fotografia à qual a reportagem teve acesso mostra a professora segurando uma arma. Não há informação sobre a data da imagem.

Ao entregar o carro para a polícia, o namorado admitiu o roubo, mas não explicou detalhadamente o contexto.

De acordo com ele, o carro de Anderci tinha marca de tiro e de sangue. Tudo isso agora vai ser alvo de perícia e de investigação, segundo informou o delegado titular da 2ª Delegacia de Polícia Civil, Enilton Zalla.

A explicação para a mudança de unidade é que o ferimento que provocou a morte ocorreu em uma rua do Monte Castelo, área da delegacia.

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