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Campo Grande, Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

04/09/2017 15:05

Polícia coleta DNA em SP para produzir provas sobre assassinato de Kauan

Há dificuldade para isolar o DNA do menino, porque ele não tinha sequer escova de dentes exclusiva, nem tem nenhum irmão de mesmo pai

Luana Rodrigues
Vestígios de sangue foram encontrados na casa de suspeito no bairro Coophavila 2. (Foto: André Bittar)Vestígios de sangue foram encontrados na casa de suspeito no bairro Coophavila 2. (Foto: André Bittar)

Uma criança que não tinha sequer uma escova de dente de uso exclusivo. A dificuldade em isolar o material genético do menino Kauan Andrade Soares dos Santos, 9 anos, fez com que a Polícia Civil pedisse mais 30 dias para concluir inquérito sobre o caso.

De acordo com a delegada Marília de Brito Martins, para produzir provas do crime, a polícia irá cruzar os dados de DNA dos pais do garoto e contrapor com o sangue encontrado no local do crime. Para tanto, a polícia coletou o DNA de um homem que está preso em São Paulo, que seria o pai do menino.

“Nós fizemos diligência em várias cidades até localizar esse homem, porque a mãe só tinha o nome dele. Com ajuda de colegas, o localizamos em São Paulo. Foi coletado material e estamos aguardando chegar para que sejam feitos os exames”, disse a delegada.

Há dificuldade para isolar o DNA do menino, porque ele não tinha sequer escova de dentes exclusiva, nem tem nenhum irmão de mesmo pai. O código genético é formado metade por “informações” da mãe e metade do pai. Na casa do suspeito,Deivid Almeida Lopes, 38 anos, foi localizado amostra de sangue que bate com a 50% do DNA da mãe.

A polícia agora tem mais 30 dias para concluir o inquérto sobre a morte do garoto. O principal suspeito nega o crime, mas está preso desde 21 de julho. Ele morava no Coophavila 2 , onde era conhecido como professor, pelo fato de já ter lecionado em escola, mas atualmente, tinha uma banca de capinhas para celulares na feira do bairro.

Crime - Conforme relato de quatro adolescentes, o menino foi violentado, antes e depois da morte, e esquartejado por Deivid. Segundo o diretor diretor do Instituto de Criminalística, Marcelo Pereira Oliveira, a aplicação de luminol revela vestígios de sangues nos locais citados pelos adolescentes.

Porém, o local não foi apenas limpo. “Ele foi tão inteligente que retirou o reboco da parede e tudo isso dificulta isolar o DNA”, afirma o titular da da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), delegado Paulo Sérgio Lauretto.

Questionado sobre o motivo de ter dezenas de produtos de limpeza em casa, o suspeito respondeu que gosta de manter o ambiente limpo.




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