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Campo Grande, Terça-feira, 19 de Setembro de 2017

07/08/2017 15:01

Polícia diz que baterista matou Mayara, queimou corpo e tentou culpar outros 2

Laudos não comprovaram se houve estupro, segundo o relatório do inquérito enviado ao MPE

Anahi Zurutuza
Luis Alberto Bastos Barbosa, 29 anos, logo depois que foi preso (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)Luis Alberto Bastos Barbosa, 29 anos, logo depois que foi preso (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)

Luís Alberto Bastos Barros, 29 anos, matou e tentou se livrar do corpo de Mayara Amaral, 27 anos, sozinho. Esta foi a conclusão da Polícia Civil, que entregou o relatório do inquérito na manhã desta segunda-feira (7) ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). O baterista foi indiciado por latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver.

Embora no primeiro depoimento à polícia Luís Alberto tenha dito que Ronaldo da Silva Olmedo, de 30 anos, foi quem teve a ideia de matar Mayara e também de atear fogo ao corpo dela, a polícia concluiu que o suposto comparsa, na verdade, vendeu drogas para o assassino confesso no dia anterior e depois do crime. O homem, conhecido como “Cachorrão”, foi indiciado por tráfico.

Já Anderson Sanches Pereira, 31, foi indiciado por receptação, uma vez que, conforme apurou a polícia, comprou o carro da vítima, depois do assassinato. 

Para chegar à conclusão, a polícia tomou como base as imagens das câmeras de segurança do motel, onde o homicídio aconteceu na noite do dia 25 de julho, e de outros locais onde o músico esteve. As rotas traçadas pelo serviço geolocalização do celular de Mayara também foram determinantes.

Latrocínio - Apesar do clamor popular para que Luis Alberto fosse enquadrado por feminicídio, a polícia manteve a tese de que o baterista matou para roubar e inclusive destacou que os bens de Mayara que estavam com o assassino confesso estão avaliados em R$ 17,3 mil - um notebook, um celular, um violão, uma guitarra, um aparelho amplificador e o VW Gol, modelo 1992. 

Além disso, o exame feito no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) não comprovou estupro.

Versões - O assassino confesso mudou mais de uma vez a versão dele sobre o crime.

Depois de ficar em silêncio quando foi convocado para depor pela delegada Gabriela Stainle na quarta-feira (2), ele falou à revista Veja no dia seguinte, admitindo que tinha feito tudo sozinho, num rompante de raiva após uma discussão com a vítima e depois de beber e usar cocaína.

Matéria alterada às 15h17 para acréscimo de informações. 




Esse é um verme da pior espécie! tentou manchar a reputação da moça dizendo que ela teria aceitado manter intimidades com os 2 porcos imundos; tentou culpar os comparsas e depois de tudo perdido, pra tentar ficar 'bem' com a namorada, disse q havia feito isso por ela! que homem mais desprezível! que pegue 30 anos de cadeia!
 
Hélia De Albuquerque Palhares em 08/08/2017 07:20:27
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