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06/03/2014 16:26

Polícia indicia engenheiro por explosão que decapitou pintor na 163

Bruno Chaves
Leandro morreu após a explosão de um cilindro em 5 de dezembro do ano passado (Foto: Cleber Gellio)Leandro morreu após a explosão de um cilindro em 5 de dezembro do ano passado (Foto: Cleber Gellio)

Um engenheiro de 53 anos, que não teve a identidade revelada pela Polícia Civil, foi indiciado por homicídio culposo – quando não há intenção de matar – pela morte do técnico de pintura Leandro Carvalho, 34 anos. O trabalhador foi decapitado no dia 5 de dezembro após a explosão de um cilindro de tintas na BR-163.

Leandro trabalhava na obra de revitalização da estrada do macroanel rodoviário, onde o engenheiro de 53 anos era responsável. A investigação da 4ª Delegacia de Polícia da Capital concluiu que o trabalhador manuseava um cilindro de tinta pressurizado quando a tampa escapou.

Por conta da pressão, o objeto foi lançado contra a cabeça da vítima, que teve parte do crânio decapitado e arremessada na pista, a quatro metros do corpo.

Conforme o delegado Tiago Macedo dos Santos, exames periciais e depoimentos de testemunhas confirmaram que a vítima não usava equipamentos de proteção individual no momento do acidente. “E ainda, que o equipamento não tinha condições de segurança para operação”, disse o delegado à assessoria de imprensa da polícia.

Tiago ainda concluiu que o cilindro foi fabricado de forma artesanal, em desacordo com as normas regulamentadoras aplicáveis à espécie, especialmente aquelas expedidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

“Além do mais, a fabricação artesanal não foi precedida de projeto ou assistência por engenheiro mecânico, de modo que ficou caracterizada a negligência do responsável pelo maquinário e o proprietário da empresa executora dos serviços, que é engenheiro civil”, contou.

Empresa irregular – As investigações policiais ainda concluíram que Supervia, que é de Minas Gerais e presta serviços ao Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte), que empregava Leandro, estava irregular perante ao CREA/MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul).

“Não havia sequer os registros das anotações de responsabilidades técnicas necessárias para operação, razão pela qual o Ministério Público do Trabalho foi acionado pela Polícia Civil para fiscalizar as obras e impedir que novos acidentes dessa natureza aconteçam com os trabalhadores”, enfatizou o delegado.

O engenheiro de 53 anos é empreiteiro da obra e responsável técnico do equipamento defeituoso. Ele foi indiciado por homicídio culposo, que prevê pena de um a três anos de prisão.

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