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Capital

Polícia procura padrasto para saber por que ele deixou menina ferida em posto

Criança de 7 anos foi ferida com tiro de chumbinho no rosto na tarde de ontem

Por Anahi Zurutuza e Bruna Marques | 22/09/2020 09:28
Delegada Eliane Benicasa em entrevista nesta manhã (Foto: Henrique Kawaminami)
Delegada Eliane Benicasa em entrevista nesta manhã (Foto: Henrique Kawaminami)

Equipe da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) está atrás da mãe e do padrasto de menina de 7 anos ferida com disparo de chumbinho, na tarde dessa segunda-feira (22). A Polícia Civil quer esclarecer todos os detalhes do ocorrido, inclusive por que o padrasto deixou a menina em posto de saúde e foi embora antes da chegada da PM (Polícia Militar).

Segundo a delegada Elaine Cristina Benicasa, “as informações ainda estão muito nebulosas”. A DEPCA não conseguiu conversar com nenhum familiar da criança ainda. “Temos o que chegou pela guarnição da PM”, completou a responsável pela investigação.

A delegada informou que a família mora no Jardim Noroeste, bairro do leste de Campo Grande. O padrasto, um comerciante de 36 anos, estava em casa cuidando da enteada, enquanto a mãe da menina, de 34 anos, trabalhava. A mulher é doméstica.

Conforme relatado pela mãe, à polícia militar, o homem ouviu o barulho do disparo e encontrou a criança ferida no quintal. Ele então a socorreu até a UBS (Unidade Básica de Saúde) do Bairro Tiradentes e ligou para a companheira.

Ao contrário do que havia sido divulgado ontem, a criança não foi vítima de disparo de arma de fogo, mas por tiro de chumbinho. Foram funcionários do posto de saúde que chamara a PM depois que a menina passou por raio-x e a equipe médica descobriu a bala alojada no rosto. Num primeiro momento, os profissionais não identificaram que o projétil era do tipo não-letal.

A polícia quer saber de que é arma de pressão e quem estava na casa na hora do acidente.

Socorro – Depois do socorro na UBS, a criança foi levada para a Santa Casa de Campo Grande. A avaliação bucomaxilofacial chegou  à conclusão que ela não precisava de cirurgia.

A retirada do projétil não será feita no momento e a menina seguirá em observação. Com bala de chumbinho alojada na região nasal, a paciente teve alta às 6h54 desta terça-feira (22).

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