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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

10/12/2012 10:50

Polícia suspeita que dois estrangularam universitário

Paula Maciulevicius e Mariana Lopes
Delegado Wellington de Oliveira fala que estrangulamento tem característica forte de traição. (Foto: Mariana Lopes)Delegado Wellington de Oliveira fala que estrangulamento tem característica forte de traição. (Foto: Mariana Lopes)

A análise da Polícia Civil na cena do crime traz outro contexto para a morte do estudante Lawrence Corrêa Biancão, 20 anos, encontrado morto no próprio carro, no domingo à tarde. A suspeita é de haveria uma segunda pessoa envolvida no assassinato. Lawrence foi estrangulado com um cinto e a hipótese é de que a pessoa que fez isso estava no banco de trás.

“Se o cara estava no banco de trás, quem estaria no banco da frente?”, questiona o delegado responsável pelo caso, Wellington de Oliveira. Segundo ele, isso leva a Polícia a pensar que havia um ocupante atrás do carro, o que, consequentemente, indica que o banco do carona na frente estava ocupado.

Os dois amigos que prestaram depoimento à Polícia neste domingo foram intimados para serem ouvidos novamente.

Os amigos estavam com Lawrence entre a noite de sábado e o início da madrugada de domingo. Uma amiga foi deixada em casa, próximo ao Hospital Nosso Lar, depois que eles foram a um restaurante de comida japonesa e passaram em frente à boate Non Stop. Já o amigo ficou com ele até pouco mais de 2h da manhã. Foi ele quem disse à Polícia que Lawrence recebeu um convite por telefone para encontrar com uma pessoa de nome ‘Alberto’, na Orla Morena, onde o estudante foi encontrado estrangulado.

Para a Polícia, o depoimento dos dois está confuso em relação aos detalhes da noite. Em princípio, os dois negaram à Polícia que conhecessem Alberto.

Lawrence teria recebido uma ligação de alguém chamado Alberto. Pessoa que até agora a Polícia não encontrou relação com o crime. (Foto: Reprodução/Facebook)Lawrence teria recebido uma ligação de alguém chamado Alberto. Pessoa que até agora a Polícia não encontrou relação com o crime. (Foto: Reprodução/Facebook)

Por enquanto o crime está sendo tratado como homicídio qualificado. A possibilidade de latrocínio foi descartada pelo delegado, porque em via de regra, todo crime deste tipo quer dizer que o autor tem a intenção de roubar, mas não a de matar.

“E o estrangulamento foge disso. Tem característica forte de traição”, completou Wellington de Oliveira.

Suspeitos – A Polícia já tem suspeitos que não são necessariamente o indicado pela testemunha, a pessoa que teria o nome ‘Alberto’. Segundo o delegado, seria alguém bem próximo à vítima.

Até o momento a Polícia não encontrou nada relacionado a esse suposto Alberto, que seria um jovem que pediu para se despedir de Lawrence, porque iria viajar para o Paraná, segundo depoimento do amigo da vítima.

Para o delegado, Lawrence foi para a Orla Morena por vontade própria. Se ele tivesse sido obrigado, o autor estaria usando uma arma para convencê-lo, suspeita. E o crime teria acontecido com a arma, ao invés do cinto usado no estrangulamento, prossegue.

Familiares da vítima também devem ser ouvidos para coleta de informações sobre o convívio social de Lawrence.

Cena do crime - O veículo estava todo revirado e o celular e a carteira da vítima foram levados, na tentativa de dificultar a identificação. Com Lawrence foram encontrados R$ 15.

O cinto encontrado no carro e que a Polícia acredita que possa ter sido o usado para estrangular o estudante pertence ao amigo que estava junto dele no restaurante de sushi. À Polícia, ele confirmou que o acessório era dele e que havia emprestado anteriormente para Lawrence, que devolveu ontem. Como o cinto não servia mais no amigo, ele relatou à Polícia que tirou e deixou no console do carro.

O estudante estava no banco do motorista, com lesões no pescoço que indicam estrangulamento e várias lesões pelo rosto, além de um machucado específico no joelho esquerdo, que para a Polícia, indica que ele tentou se defender no momento do crime.

A Polícia fez o levantamento de todos os pertences de dentro do carro, digitais e vestígios de suor ou fios de cabelo, para confrontar quem andou com a vítima além das testemunhas.

Além da quebra de sigilo telefônico, a Polícia também vai pedir análise do computador da vítima, que já está com a perícia, para obter informações a respeito do perfil social e chegar a quem supostamente estaria com ele naquele local.



É muito triste pensar em todo esse acontecimento, tanto sofrimento para uma família... Só Deus para consolar ... Biancão era uma pessoa de uma alegria extraordinária então temos a certeza que estará brilhando ao lado de Deus...Descanse em paz..
 
Dirce Rodrigues em 10/12/2012 21:21:13
nuus' como pode existir uma pessoa tão cruel assim, ao ponto de fazer isso, em que mundo estamos vivendo meu Deus :\ que Deus conforte o coração, da familia dele :(
 
Viviane Castro em 10/12/2012 21:05:15
Foi muito triste saber essa trajédia na vida deste jovem,como há pessoas maldosas e sem coração neste mundo . Só Deus para conformar essa família que sofre muito neste momento de tanta dor. Mas com certeza o(os) culpados irão pagar por esse crime bárboro,sei que nossa "Polícia "irá chegar aos criminosos com muita eficiência no seu trabalho.Que Deus o receba esse jovem na vida eterna .
 
Lucimar dos Reis em 10/12/2012 15:47:12
Black..sentiremos muito a sua falta, a alegria contagiante que você passava,que com certeza você transmitirá por onde passar...ficamos daqui pedindo a Deus por você...saudades eternas te amamos muito.
 
salomé Albuquerque em 10/12/2012 14:06:37
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