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Campo Grande, Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2019

25/03/2017 17:19

Posto não tem médico e colegas recorrem a quem está de folga

Prefeito Marquinhos Trad (PSD) visitou duas unidades de saúde neste sábado

Mayara Bueno e Yarima Mecchi
Prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), visitou duas unidades de saúde nesta tarde. (Foto: Yarima Mecchi).Prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), visitou duas unidades de saúde nesta tarde. (Foto: Yarima Mecchi).

Nenhum médico estava escalado para trabalhar na tarde deste sábado (25) no CRS (Centro Regional de Saúde) do Bairro Tiradentes. Para atender os pacientes, o diretor-técnico dos médicos, Vinicius Ribeiro Andrade, assumiu a urgência e emergência, enquanto um foi remanejado de outra unidade e um profissional que estava de folga chamado.

Como tem feito ultimamente, o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD) visitava a unidade, quando foi constatado que não havia sido escalado nenhum médico. Antes disso, ele foi a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Coronel Antonino, onde 10 médicos estavam no local, que não estava superlotado.

No Tiradentes, havia cinco pessoas na urgência, fora o restante dos pacientes sem gravidade, que aguardam atendimento. Conforme o diretor-técnico, a demanda a tarde geralmente é menor, mas não há possibilidade de deixar uma unidade sem nenhum médico.

Com a chegada do prefeito, dois médicos foram remanejados, dos quais um estava na UPA do Nova Bahia e o outro estava em casa. O coordenador de emergência e urgência da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Yama Higa, conversou com a reportagem via telefone, a pedido do prefeito, e disse que há 45 dias a escala de médicos estava regular.

O que aconteceu agora é que muitos profissionais saíram para fazer residência, desfalcando, desta forma, a escala. Ainda conforme o coordenador, a demanda do Coronel Antonino é de 23 mil no mês, enquanto no Tiradentes é de 8 mil, por isso na primeira unidade havia mais médicos. “Se eu tiro dois de lá e coloco no Tiradentes, a situação seria o contrário”, explicou. O que falta são mais médicos, disse, afirmando que há déficit de 170 pediatras e 80 clínicos gerais.

Esta semana, prefeitura e médicos entraram em impasse por conta das visitas surpresas de Marquinhos em unidades de saúde, nas quais, em algumas delas, não havia médico. Na UPA Coronel Antonino, a única pediatra escalada faltou o plantão na sexta-feira (24).

Escala de plantão deste sábado (25); de fato, não havia médico escalado na CRS do Tiradentes a tarde. (Fonte: Reprodução PMCG).Escala de plantão deste sábado (25); de fato, não havia médico escalado na CRS do Tiradentes a tarde. (Fonte: Reprodução PMCG).


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