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Campo Grande, Domingo, 23 de Setembro de 2018

03/09/2018 12:47

Prefeito admite dificuldades em manter museus, mas diz que há prevenção

Três estruturas de memória são mantidas com recursos municipais

Kleber Clajus
Marquinhos Trad (PSD) disse que tragédia no Rio de Janeiro serve de alerta (Foto: Henrique Kawaminami)Marquinhos Trad (PSD) disse que tragédia no Rio de Janeiro serve de alerta (Foto: Henrique Kawaminami)

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) admitiu dificuldades em manter as estruturas de memória em Campo Grande, mas ressaltou que há prevenção contra tragédias como a que converteu em cinzas, no domingo (2), grande parte do acervo do Museu Nacional do Rio de Janeiro.

"Também enfrentamos as mesmas dificuldades [financeiras], todavia estamos cercados com todas as proteções contra infortúnios como o que aconteceu no Rio de Janeiro. Até agora não há nenhuma interdição, mas isso serve de alerta para ficarmos atentos", destacou Trad.

Em Campo Grande, a prefeitura faz a gestão de patrimônio do Museu José Antônio Pereira, Arca (Arquivo Histórico) e do Complexo Ferroviário pertencente a antiga EFNOB (Estrada de Ferro Noroeste do Brasil). O Arquivo, inclusive, tem autorização para aluguel de novo prédio.

Na avaliação da gerente de patrimônio cultural do município, Lenilde Ramos, a criatividade e emendas parlamentares tem assegurado o funcionamento das estruturas, ante as limitações de orçamento. "Temos nesta gestão um olhar cuidadoso para os bens tombados".

Sobre o Arquivo Histórico, a busca por novo prédio ainda se constitui medida emergencial diante da falta de espaço para expandir o atual acervo que reúne documentos de 108 anos sobre a Capital. Já uma área definitiva, conforme Lenilde, acabou incorporada a projeto de reforma da rotunda paga pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

A secretária Municipal de Turismo, Nilde Brum, havia adiantado no mês de maio a intenção de converter a rotunda em uma plataforma cultural com auditório, salas de música, dança e memória. Pelo menos R$ 500 mil, em emendas parlamentares, estariam assegurados.

Em ruínas - O Museu Nacional, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ), teve seu acervo de mais de 200 anos e 20 milhões de itens destruídos, no domingo (2), por incêndio. Houve interdição do prédio pela Defesa Civil e a Polícia Federal investiga o caso.

Vinculada a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a instituição convivia com más condições de conservação e era impactada por recorrentes cortes de orçamento.

 



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