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Capital

Prefeito debate volta às aulas e alega que quem afronta decretos “são adultos"

Plano para retomada as aulas presenciais deve sair até 10 de junho

Por Tainá Jara | 22/05/2020 15:32
Prefeito debate com promotores do MPE volta de aulas presenciais (Foto: Arquivo/Paulo Francis)
Prefeito debate com promotores do MPE volta de aulas presenciais (Foto: Arquivo/Paulo Francis)

Diante da pressão para retomar as aulas presenciais na rede particular de ensino, o prefeito Marquinhos Trad afirmou que quem costuma desrespeitar os decretos são os adultos, não as crianças. Mesmo assim, segundo ele, a reabertura das escolas só ocorrerá com aval da prefeitura e de órgãos de controle, a partir da apresentação de planejamento até o dia 10 de junho. As escolas apresentaram alternativas de prevenção ao contágio para serem adotadas.

Em transmissão ao vivo, realizada no início da tarde desta sexta-feira, o prefeito falou sobre a grande responsabilidade que é decidir sobre o retorno das aulas, assim como foi definir a retomada de outros serviços, como comércio e transporte coletivo. “Essa questão de você confiar ou desconfiar é uma análise que vai caber não apenas ao prefeito, mas aos órgãos de controle também”, afirmou.

Maior dificuldade no cumprimentos de decretos decorrentes da pandemia, inclusive, o prefeito enfrenta entre os próprios adultos. Relato de desacato e de resistência para manter estabelecimentos abertos depois do toque de recolher estão entre os desafios relatados por eles.

“Quem afronta as regras e os decretos são os adultos. Quem permanece nas madrugadas no toque de recolher são adultos. Quem anda no transporte coletivo sem máscara não são as crianças, são os adultos. São os adultos que patrocinam festas com musicais e bandas na calada da noite”, afirmou.

Plano para reabertura de escolas e calendário escolar daqui para o final do ano devem ficar prontos até o dia 10 de junho, com aval do MPE (Ministério Público Estadual), Câmara de Vereadores e demais órgãos de controle.

Segundo o prefeito, os sindicatos, escolas e associações de escolas particulares garantem que não estão interessados em ganhos econômicos, mas que estão sendo questionados por diversos pais sobre a retomada das aulas, já que muitos tiveram que voltar a trabalhar e não tem com quem deixar os filhos.

Até o momento, o plano de biossegurança apresentado pelas escolas particulares incluem desde de totem de álcool em gel até par extra de sapatos para os alunos. Na rede municipal de ensino a suspensão das aulas presencias foram prorrogadas até 30 de junho.

Mato Grosso do Sul registrou, até esta sexta-feira, 805 casos do novo coroavírus, sendo 17 mortes. Em Campo Grande, as confirmações já chegam a 224, com seis óbitos e 157 recuperados.


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