Prefeitura anuncia USF dentro da UFMS para atender 15 mil pessoas
Unidade deve abrir em menos de 60 dias; anúncio ocorreu durante lançamento da Escola de Saúde Pública
A Prefeitura de Campo Grande anunciou, na manhã desta terça-feira (8), a criação de uma USF (Unidade de Saúde da Família) no campus da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). O serviço funcionará no Inisa (Instituto Integrado de Saúde) e deverá atender cerca de 15 mil pessoas, entre moradores da região e quem circula pela universidade.
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A Prefeitura de Campo Grande anunciou a criação de uma Unidade de Saúde da Família no campus da UFMS, que funcionará no Instituto Integrado de Saúde e atenderá cerca de 15 mil pessoas. O atendimento deve começar em menos de 60 dias. No mesmo evento, foi lançada a Escola de Saúde Pública de Campo Grande, voltada à qualificação de profissionais da rede municipal, com previsão de coordenar residências e oferecer pós-graduações.
A novidade foi apresentada pelo secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, durante o lançamento da ESP-CG (Escola de Saúde Pública de Campo Grande), no auditório da UFMS. A previsão é de que o atendimento comece em menos de 60 dias.
A USF ocupar prédio da universidade onde funciona o Inisa, sem necessidade de construção de uma nova estrutura. A UFMS disponibilizará o espaço, enquanto a prefeitura ficará responsável pela equipe e pelos insumos.
“A unidade básica de saúde vai ser ligada à nossa rede, mas aqui vai ser dentro de uma universidade, fazendo ensino, pesquisa, assim como a saúde pública. Vai atender a comunidade aqui ao redor e mais 15 mil pessoas que circulam aqui dentro do campus central da universidade”, explicou Vilela.
As tratativas para implantação já começaram. Além de ampliar a assistência na região, a proposta é aproximar estudantes da rotina do SUS (Sistema Único de Saúde), integrando atendimento, ensino e pesquisa.
Escola de Saúde – Lançada nesta terça-feira, a Escola de Saúde Pública terá como foco a qualificação permanente dos profissionais da rede municipal. A iniciativa amplia o trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Educação Permanente da Sesau, que já promovia cursos para os servidores.
Segundo Vilela, a nova estrutura também coordenará residências e poderá oferecer pós-graduações futuramente. “A Escola de Saúde Pública é um avanço relacionado à educação permanente. A gente tinha um Núcleo de Educação Permanente, que fazia cursos. Hoje, a gente vai coordenar as residências, vai fazer os cursos e, depois, até pós-graduação. Então, o intuito é melhorar a educação permanente e continuada dos servidores”, afirmou.
O secretário também citou o Coapes, implantado em 2017 para organizar a participação das universidades nos campos de estágio da saúde pública. A escola deverá fortalecer essa integração entre as instituições de ensino e a rede municipal.
Ao contrário da USF, a ESP-CG não será voltada ao atendimento direto à população. “É mais a formação. É lógico que também vai ter cursos em que você vai ter tutores nas unidades, mas são cursos para melhorar ou aperfeiçoar o treinamento dos servidores”, explicou Vilela.
A prefeita Adriane Lopes (PP) classificou o lançamento como um marco para a saúde pública da Capital e destacou a parceria com as instituições de ensino para ampliar a capacitação dos profissionais do SUS.
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