STF forma maioria para manter chefe da Polícia Federal afastado do cargo
Gilmar Mendes pediu vista e interrompeu a análise; julgamento pode ficar suspenso por até 90 dias
A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta terça-feira (8) para manter o afastamento do diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues. O julgamento, porém, foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Enquanto a análise estiver suspensa, continua valendo a decisão do ministro André Mendonça.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Mendonça votou para confirmar a própria decisão e foi acompanhado, em seguida, por Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. Os três votos favoráveis foram apresentados em menos de dez minutos. Gilmar ainda não votou e poderá ficar com o processo por até 90 dias. Dias Toffoli também não apresentou voto.
- Leia Também
- Ministro André Mendonça afasta diretor-geral e chefe da Inteligência da PF
- PF vira pivô da crise que abala o sistema de Justiça
Além de Andrei Rodrigues, permanece afastado o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada.
O afastamento foi determinado depois que Mendonça analisou relatórios produzidos pela área de inteligência da Polícia Federal. Segundo o ministro, os documentos indicam que ele e o advogado-geral da União, Jorge Messias, foram alvo de monitoramento e coleta dirigida de informações por pelo menos 30 dias.
Mendonça sustenta que foram produzidos ao menos seis relatórios entre 3 e 31 de agosto. Ele classificou o acompanhamento como ilícito e também questionou a validade de um dos documentos, descrito por ele como apócrifo e sem elementos que permitissem confirmar autoria e data.
O material foi usado pelo ministro Alexandre de Moraes para pedir uma investigação contra Mendonça por suspeitas de abuso de autoridade e outras irregularidades relacionadas à condução de investigações, entre elas as que envolvem o Banco Master.
A crise ganhou força após Mendonça tornar públicos documentos da PF que apontaram mensagens do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para Moraes. Depois disso, Moraes pediu que a atuação do colega fosse investigada.
Diante do embate, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou que Mendonça, Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e Andrei Rodrigues prestem esclarecimentos sobre o caso.


