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Capital

Prefeitura assina novo contrato para operação do transporte coletivo

Por Aline dos Santos e Paula Vitorino | 26/10/2012 09:05
Edital prevê reforço de 63 veículos na frota.
Edital prevê reforço de 63 veículos na frota.

O contrato para que o Consórcio Guaicurus, formado por empresas que já atuam em Campo Grande, explore o transporte coletivo pelos próximos 20 anos foi publicado hoje, após ter sido assinado ontem. Com oferta de R$ 20 milhões, o grupo venceu a licitação e vai operar, em caráter de exclusividade, o SIT (Sistema Municipal de Transporte Coletivo Urbano). A previsão de faturamento é de R$ 3,4 bilhões ao longo das duas décadas.

Do total de R$ 20 milhões, o edital previa que 30% fossem pago na assinatura do contrato. Portanto, como o contrato foi publicado, a prefeitura recebeu R$ 6 milhões. O valor restante será quitado da seguinte forma: 20% (R$ 4 milhões) no prazo de 60 dias após o pagamento da primeira parcela e o 50% (R$ 10 milhões) remanescentes em 50 parcelas mensais.

O consórcio terá que investir R$ 800 milhões no transporte coletivo, sendo R$ 40 milhões imediatos. Dentre as exigências, estão implantar sistema de informações georreferenciadas, padronizar as estações de pré-embarque e disponibilizar 600 ônibus, todos com acessibilidade e câmeras de monitoramento. Atualmente, são 537 coletivos. Portanto, serão mais 63 veículos.

A disputa era entre o Consórcio Guaicurus e a empresa Auto Viação Redentor, com sede em Curitiba (Paraná).  O consórcio é composto pela Viação Cidade Morena (empresa líder), Viação São Francisco, Jaguar Transportes Urbanos e Viação Campo Grande, que, atualmente, formam a Assetur (Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano). A associação ainda conta com a Serrana, que não participou da disputa.

A proposta da Auto Viação Redentor foi de R$ 11,2 milhões para explorar o serviço. Na licitação, o poder público estipulou pagamento mínimo de R$ 10 milhões. Na avaliação técnica, o consórcio chegou à pontuação máxima: 100 pontos. A proposta tinha 75 páginas. Já a concorrente obteve a nota máxima de 82, com um projeto de 15 folhas.

Na parte técnica, os critérios foram controle/mobilização da frota e da segurança interna dos veículos, acessibilidade, absorção e treinamento de mão de obra, experiência em operações de serviços de transporte coletivo de ônibus, certificações (qualidade, meio ambiente, saúde e segurança) e bilhetagem temporal eletrônica.

Caso se comprometesse a absorver 100% dos trabalhadores, o concorrente teria maior pontuação. O contrato pode ser prorrogado por mais dez anos.  A pontuação final, após análise de documentos e valores, foi de 100 pontos para o consórcio e 80,80 pontos para a Auto Viação Redentor.

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