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Capital

Prefeitura não prorroga lockdown e “libera tudo” para abertura aos sábados

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) decidiu flexibilizar as restrições e anunciou novos horários de funcionamento

Por Anahi Zurutuza | 30/07/2020 13:40
Prefeito Marquinhos Trad fez transmissão ao vivo ao lado dos diretores da Associação Comercial, Roberto Oshiro (de preto), e da CDL, Adelaido Vila, nesta tarde (Foto: Reprodução)
Prefeito Marquinhos Trad fez transmissão ao vivo ao lado dos diretores da Associação Comercial, Roberto Oshiro (de preto), e da CDL, Adelaido Vila, nesta tarde (Foto: Reprodução)

Apesar da aceleração no contágio pelo novo coronavírus em Campo Grande e de repetidas recomendações do Governo de Mato Grosso do Sul para o endurecimento de medidas com o objetivo de reduzir a circulação de pessoas na cidade, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) decidiu flexibilizar as restrições.

O lockdown de fim de semana não será prorrogado e o comércio terá horário de funcionamento ampliado. Todas as atividades econômicas serão liberadas para funcionar aos sábados.

Na presença dos diretores da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande) e da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), o chefe do Executivo municipal anunciou que novas medidas, com validade de 1º a 16 de agosto, serão publicadas no Diário Oficial de Campo Grande ainda hoje.

Segundo Marquinhos, o lockdown (do inglês, fechar tudo) experimentados nos últimos dois fins de semana não impediu que a população fizesse aglomerações e melhorou muito pouco a taxa de isolamento em Campo Grande, que chegou a 49% no domingo (26), mas prejudicou muito o setor empresarial. Por isso, não será repetido.

“Infelizmente, uma grande parcela brinca com a covid-19. A população não foi acolhedora [às restrições radicais de fim de semana] e algumas atividade econômicas deram sua contribuição, mas saíram prejudicadas”.

O anúncio veio no mesmo dia que o infectologista e pesquisador da Fiocruz, Júlio Croda, defendeu “fechar tudo” o mais rápido possível em Campo Grande. “Na minha opinião técnica, já na semana que vem vamos ver paciente morrendo por falta de leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) em Campo Grande. E o que estamos vendo agora é a flexibilização de medidas para as próximas semanas, isso é muito preocupante”, avaliou na transmissão ao vivo do Governo de Mato Grosso do Sul, no fim desta manhã.

Campo Grande já tem 9.644 infectados, eram 2.536 há exatamente um mês. Na Capital, 119 pessoas haviam morrido por causa da covid-19 até a manhã de hoje.

Rua 14 de Julho no sábado, dia 25, quando comércio estava proibido de abrir as portas (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)
Rua 14 de Julho no sábado, dia 25, quando comércio estava proibido de abrir as portas (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)

Horários - Marquinhos deu alguns detalhes do que será publicado em decreto na transmissão ao vivo do início desta tarde.  Como já havia anunciado, o período do toque de recolher será reduzido em uma hora, das 21h às 5h. Continua em vigor a partir das 20h até essa sexta-feira (31).

O comércio varejista de rua poderá ficar mais tempo de portas abertas a partir de segunda-feira, das 9h às 19h. Aos sábados, poderá funcionar das 9h às 16h e terá de fechar aos domingos, até no dia 9, Dia dos Pais. Já os shoppings poderão funcionar de segunda a domingo, das 11h às 20h.

Academias poderão abrir durante a semana das 5h às 20h30 e aos sábados, das 5h às 16h. Salões de beleza também poderão funcionar das 5h às 20h30 de segunda a sexta e das 9h às 18h aos sábados.

Restaurantes, supermercados e similares estão liberados para abrir qualquer dia, inclusive aos domingos, fora do horário do toque de recolher, ou seja, das 5h às 21h.

Serviços essenciais e deliveries estão autorizados a operar 24 horas por dia.

Associações - Os diretores da CDL e ACICG foram à live para dar apoio à decisão do prefeito. "Importante ressaltar que tudo que vinha sido elaborado e discutido é feito por uma discussão ampla, procurando salvar vidas e garantir sobrevivência econômica da nossa cidade. Pedimos para que nossos associados continuem seguindo protocolos de segurança, para proteger o trabalhador e de que frequenta o comércio", disse Adelaido Vila, da CDL.

Roberto Oshiro reforçou o coro. "Os protocolos de biossegurança adotados em Campo Grande são modelos para outras cidades do País. O que precisa é que eles sejam cumpridos. O que vai fazer a curva de contágio se comportar de maneira tranquila, é a população faça a sua parte, mude seus hábitos de comportamento, obedecendo as diretrizes e regras".