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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

15/01/2016 09:24

Prefeitura não tem verba para obra definitivo em avenida, diz secretário

Antonio Marques
Secretário municipal de Infraestrutura, Amilton Cândido, diz que prefeitura não tem verba de contrapartida para obra na Avenida Ernesto Geisel (Foto: Arquivo/Marcos Ermínio)Secretário municipal de Infraestrutura, Amilton Cândido, diz que prefeitura não tem verba de contrapartida para obra na Avenida Ernesto Geisel (Foto: Arquivo/Marcos Ermínio)

O titular da Seintrha (Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Habitação), Amilton Cândido de Oliveira, disse que a Prefeitura não tem os R$ 27 milhões para iniciar as obras definitivas de canalização do Rio Anhanduí e contra as erosões na Avenida Ernesto Geisel. Ele disse que o projeto está aprovado na Caixa Econômica, com recursos federais no valor de R$ 68,7 milhões, mas não há viabilidade financeira do município no momento.

Segundo o secretário, durante entrevista ao programa Tribuna Livre da Rádio Capital FM, ele estaria realizando tratativas com a Caixa para que a obra seja feita por lotes, de forma que o valor da contrapartida da prefeitura ficaria viável. “Estamos conversando com a Caixa para um acordo de fazer um lote e depois continuar o projeto. Hoje estamos fazendo a manutenção”, comentou.

Não é a primeira vez que a avenida apresenta problemas e as erosões já chegaram a levar o asfalto em vários pontos nos últimos cinco anos, como em frente do Shopping Norte Sul Plaza e em vários pontos até o ginásio do Guanandizão.

Em 2012 houve uma licitação para as intervenções e a ordem de serviço chegou a ser assinada, mas a empreiteira desistiu, cancelando o procedimento. Em maio de 2014 um novo processo chegou a ser agendado, mas também foi anulado antes da abertura das propostas.

Pelo último cronograma submetido à Caixa Econômica Federal, em 18 meses seria concluído o trecho de melhorias entre as ruas Santa Adélia (em frente do Shopping Norte Sul) e Bonsucesso, uma extensão de menos de dois quilômetros (exatos 1.832 metros).

Todo o sistema de drenagem ao longo do rio deve ser corrigido para pôr fim às enchentes. O fundo do rio não será concretado para garantir sua biodiversidade. Para evitar erosão e manter o leito estabilizado estão previstos instalações de travessões a cada 20 metros.

O secretário reconhece que o problema na região é antigo e que nos últimos anos as erosões na área só aumentaram. Amilton justifica que, com o desenvolvimento da cidade, as ruas foram pavimentadas e o solo foi ficando mais impermeabilizado. “Isso provocou maior volume de enxurrada e o canal do rio ficou saturado. Temos que realizar algumas barragens de contenção no local”, explicou ele, como forma de reduzir a força da água e conter as erosões.



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