ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
ABRIL, QUARTA  22    CAMPO GRANDE 25º

Capital

Prefeitura sanciona lei que veta uso de banheiro feminino por mulheres trans

Texto entra em vigor após publicação no Diogrande e mantém ponto que gerou debate na Câmara

Por Kamila Alcântara | 22/04/2026 16:48
Prefeitura sanciona lei que veta uso de banheiro feminino por mulheres trans
Placa indica que banheiro é unisex (Foto: Divulgação/Agência Câmara)

A prefeita Adriane Lopes (PP) sancionou a lei que cria a Política Municipal de Proteção da Mulher em Campo Grande. A norma foi publicada em edição extra do Diogrande (Diário Oficial) nesta quarta-feira (22) e já está em vigor.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, sancionou a lei que cria a Política Municipal de Proteção da Mulher, publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira. A norma garante o uso de banheiros femininos apenas por mulheres biológicas e prevê ações educativas. Um trecho sobre concursos públicos e esportes foi vetado por risco jurídico. A lei já está em vigor, mas depende de regulamentação. A votação na Câmara foi apertada: 13 a 11.

Entre os pontos previstos, está a garantia de uso de banheiros femininos apenas por mulheres biológicas, medida que foi alvo de discussão acalorada quando o projeto passou pela Câmara dos Vereadores no mês passado.

O texto sancionado mantém a diretriz de que a política deve considerar “aspectos biológicos comuns das mulheres” e estabelece que o poder público poderá adaptar estruturas e fiscalizar estabelecimentos para evitar constrangimentos. A lei também prevê ações educativas, como palestras e debates sobre valorização da mulher.

Um dos trechos aprovados pelos vereadores, no entanto, foi vetado pela prefeita. O inciso tratava de critérios para participação em concursos públicos e práticas esportivas com base em “igualdade biológica”. Na justificativa, o Executivo argumentou que o tema foge do escopo da lei e pode gerar insegurança jurídica, além de exigir legislação específica.

Na prática, a norma passa a valer imediatamente, mas ainda depende de regulamentação do Executivo para definir como será aplicada, principalmente em relação à fiscalização e eventuais adaptações em espaços públicos e privados.

A sanção ocorre semanas depois de uma votação apertada na Câmara, marcada por divergências entre vereadores e manifestações durante a sessão. O placar foi de 13 votos favoráveis e 11 contrários, refletindo o caráter sensível e polarizado do tema.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.