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Capital

Preso em MS, ex-PM pistoleiro de Rafaat vai para o semiaberto

Belo foi descoberto em dezembro de 2017 em Rondônia, depois de atirar na cabeça do próprio tio

Por Gustavo Bonotto e Helio de Freitas, de Dourados | 14/05/2024 19:55
Adair José Belo durante prisão em 2019. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)
Adair José Belo durante prisão em 2019. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

O ex-policial militar "braço direito" do narcotraficante Jorge Rafaat Toumani cumprirá pena no regime semiaberto após ser transferido para Mato Grosso do Sul. A informação de que Adair José Belo se encontra sob forte escolta no Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado de Campo Grande foi apurada pela reportagem no fim da tarde desta terça-feira (14).

A determinação judicial que garantiu o benefício foi expedida em 19 de abril de 2024. O pistoleiro veio de Tremembé (SP) onde estava preso desde fevereiro de 2019, e retornou ao presídio na última sexta-feira (10).

Foragido por tráfico em Mato Grosso do Sul, Belo foi descoberto em dezembro de 2017 em Rondônia, depois de atirar na cabeça do próprio tio, durante uma briga. À época, o filho do homem baleado na cabeça procurou a polícia no dia seguinte e contou sobre a verdadeira identidade de Adair - que se apresentava como Jorge -, mas o traficante conseguiu fugir.

O filho da vítima contou aos policiais que Belo teria comprado uma fazenda perto de Pimenteiras (RO), de onde comanda o tráfico internacional de drogas. Em buscas na fazenda, os policiais encontraram um revólver 357, uma pistola 9mm adaptada para disparar sem interrupção e diversas munições calibres 22 e 12, mas Adair já tinha desaparecido.

À época dos fatos, o pistoleiro foi detido no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), com certa quantia em dinheiro a usando documentos falsos em nome de José Antônio Brito. O foragido buscava embarcar com destino a Rio Branco (AC) onde possivelmente se deslocaria até a Bolívia para realizar negociações envolvendo o tráfico de drogas.

As investigações para localizar e prender Belo se iniciaram a partir da prisão de seu sócio, Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, o "Minotauro". A análise dos materiais apreendidos pela Polícia Federal indicaram que ele era um dos apoiadores da organização criminosa chefiada pelo narcotraficante.

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