Com nove eleitos, PL tem três nomes de olho na presidência da Assembleia
Zé Teixeira, Coronel David e Paulo Corrêa querem disputar comando

O PL (Partido Liberal) saiu das eleições de domingo (4) com a maior bancada da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) e três deputados interessados em disputar a presidência da Casa: Zé Teixeira, Coronel David e Paulo Corrêa. Com nove dos 24 parlamentares eleitos, o partido terá mais força nas negociações para a Mesa Diretora de 2027, mas precisará de apoio de outras legendas para alcançar os 13 votos necessários à eleição.
RESUMO
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O PL elegeu nove dos 24 deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e formou a maior bancada da Casa, superando a projeção de sete a oito vagas. Três parlamentares do partido, Zé Teixeira, Coronel David e Paulo Corrêa, querem disputar a presidência em 2027. Como são necessários 13 votos, a legenda dependerá de apoio de outras bancadas. David defende renovação, mas pede que a prioridade seja a campanha de Flávio Bolsonaro no segundo turno.
A bancada superou a projeção de eleger entre sete e oito deputados. O resultado amplia o peso do PL na definição do comando do Legislativo, mas também coloca o partido diante de uma negociação interna: chegar a um nome capaz de reunir os próprios integrantes e conquistar votos fora da legenda.
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Zé Teixeira afirmou que pretende apresentar seu nome ao partido. Segundo ele, o primeiro passo será reunir os nove deputados da bancada para discutir os planos da legenda, sem deixar de conversar com os demais parlamentares.
“Independentemente dos nove deputados da bancada do PL, todo eleito aqui tem o direito de reivindicar a cadeira da presidência. Mas, para termos o direito de ser presidente, temos que ter 13 votos; então, só com os nove eu não consigo me eleger”, afirmou.
O deputado também ressaltou que a votação individual nas urnas não dá mais poder a um parlamentar na escolha da Mesa. “Não é porque eu tive 54 mil votos que sou maior do que o que teve 20 mil. Nós somos todos iguais, todos têm a sua cadeira, todos têm o mesmo direito, os mesmos deveres e as mesmas obrigações que eu tenho.”
Embora tenha confirmado a intenção de disputar a presidência, Zé Teixeira disse que sua preferência inicial era a Primeira Secretaria. Ele citou a experiência no cargo, durante as presidências de Júnior Mochi e Paulo Corrêa, e defendeu que o PL discuta a possibilidade de ocupar os dois postos.
“Na verdade, a minha pretensão mesmo era ser o primeiro secretário desta Casa. Mas já fui primeiro secretário pelo PSDB enquanto o Paulo era o presidente no mesmo partido. Então, se houver consenso, a gente pode discutir também a possibilidade de conseguirmos a Presidência e a Primeira Secretaria para o PL”, declarou.
Paulo Corrêa, por sua vez, afirmou que é pré-candidato à presidência e que já conversa com deputados eleitos de diferentes bancadas. Ele disse que pretende submeter seu nome aos colegas e apresentou a experiência no comando da Assembleia como argumento.
“A gente precisa submeter o nome a todos os senhores e senhoras deputados eleitos, então fazer isso com muita humildade. Tenho experiência, já fui presidente duas vezes e acho que tenho condição de exercer a presidência”, afirmou.
Ele reforçou que uma bancada, sozinha, não define a composição da Mesa. Segundo ele, será necessário negociar os cargos com outros partidos. Questionado sobre espaço para o PT que elegeu quatro deputados, respondeu que há possibilidade de participação da legenda.
O parlamentar também afirmou que não pode voltar à Primeira Secretaria, por já ocupar o posto em dois mandatos consecutivos.

David pede espaço - Coronel David colocou seu nome à disposição para disputar a presidência e defendeu a renovação no comando. Para ele, o desempenho eleitoral do PL dá ao partido condições de buscar uma posição de maior destaque na Mesa.
“Nós adquirimos uma musculatura muito forte, politicamente falando, e isso nos dá a possibilidade de buscarmos um lugar mais alto dentro da Mesa Diretora”, afirmou.
Ao ser questionado sobre como defenderia seu nome diante de colegas que já ocuparam cargos na direção da Casa, David argumentou que também quer essa oportunidade.
“Eles já tiveram a oportunidade deles e acho que agora eu tenho legitimidade para também pedir o meu espaço. Acho que a Casa precisa de inovação, precisa olhar para frente”, declarou.
Apesar de apresentar a intenção, David considerou prematuro aprofundar a disputa neste momento. Segundo ele, a prioridade do PL deve ser a campanha de Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial. Depois, a discussão sobre a Mesa deverá ocorrer internamente para que o partido chegue unido à negociação com as demais bancadas.
Movimentação de David ocorre dois anos após ele retirar uma candidatura avulsa à Primeira Secretaria. Em novembro de 2024, o deputado atendeu a um apelo do presidente Gerson Claro, do PP, para preservar o consenso em torno da recondução da Mesa para o biênio 2025-2026.
Na ocasião, David disse que sua candidatura era uma aspiração legítima, mas aderiu à composição defendida pelos colegas. A presidência permaneceu com Gerson Claro e a Primeira Secretaria, com Paulo Corrêa.
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