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Campo Grande, Sábado, 25 de Maio de 2019

24/07/2017 12:06

Professor suspeito de matar Kauan comprou local do crime em 2013

Deivid Almeida Lopes, 38 anos, chegou a dar aulas em escola estadual e também na rede municipal em Campo Grande

Yarima Mecchi e Marta Ferreira
Casa onde suspeito mora. (Foto: André Bittar)Casa onde suspeito mora. (Foto: André Bittar)

O professor Deivid Almeida Lopes, de 38 anos, está preso na Derf (Delegacia Especializa de Roubos e Furtos) suspeito de estuprar e matar o menino Kauan Andrade Soares dos Santos, de 9 anos, e depois jogar o corpo no rio Anhanduí. O Campo Grande News confirmou que o homem preso é o professor, embora a Polícia Civil não divulge oficialmente o dado.

Conforme apurado pela reportagem, Lopes morava desde 2013 na casa onde o crime ocorreu. A residência na rua da Praia, no Coophavilla - região Sul de Campo Grande - foi incendiada na noite deste domingo (23). Na manhã desta segunda-feira (24) a casa do suspeito amanheceu com os vidros das janelas e portas quebrados e forte cheiro de chamuscado.

Nas redes sociais, surgiram várias imagens e comentários de pais de crianças e adolescentes sobre o comportamento do professor, que já teria despertado suspeitas, apesar de nenhuma denúncia ter se tornado pública.

O delegado Paulo Sérgio Lauretto informou apenas que a polícia chegou ao suspeito porque já estava investigando casos de exploração sexual infantil no bairro. O delegado trata o suspeito, cujo nome não confirma, como vendedor de celulares.

Deivid foi preso no sábado (22) após um adolescente de 14 anos confessar que aliciou a criança e levou até a casa do suspeito, na rua Praia. No local, Deivid teria estuprado Kauan, assassinado e, junto com o adolescente, jogado o corpo dele no rio Anhanduí, no bairro Aero Rancho - região sul da cidade.

O suspeito chegou a dar aulas na rede estadual de ensino de fevereiro de 2016 a abril de 2017 como professor convocado, segundo o Portal da Transparência. Vizinhos afirmam que o mesmo deu aulas na Escola Municipal Antônio Lopes Lins, no Portal Caiobá - região sul da cidade. 

A reportagem procurou o Governo do Estado e a Prefeitura de Campo Grande para saber sobre os vínculos do suspeito com as secretarias de Educação. Até a publicação deste material não obteve retorno da SED.

A Prefeitura de Campo Grande informou que o professor Deivid de Almeida Lopes tem cadastro na Reme (Rede Municipal de Educação) para ministrar aulas desde 2012. "Ele não é professor concursado e, neste ano de 2017, ele não foi convocado para atuar em nenhuma unidade escolar da Reme", disse a secretaria.

Professor é suspeito de ter assassinado Kauan. (Foto: Reprodução/Facebook)Professor é suspeito de ter assassinado Kauan. (Foto: Reprodução/Facebook)

O crime – Conforme apurou a equipe da DEPCA, Kauan morreu no dia 25 de junho, dia em que saiu de casa para brincar e não voltou. O testemunho de um adolescente, de 14 anos, que teria levado Kauan até a casa do estuprador, norteou a investigação. No início da noite daquele dia, a criança estava a cerca de 3 km de casa, na Coophavilla 2 – bairro do sudoeste da cidade, onde o suspeito, um homem de 38 anos, mora.

Segundo o adolescente, quando o homem começou a violentar a criança, o menino se debatia, chorava bastante e gritava muito. Por isso, o suspeito pediu para o adolescente segurar o garoto enquanto ele tapava a boca do menino com a mão.

Minutos depois, Kauan parou de se debater e começou a sangrar pela boca. Foi quando o pedófilo e o adolescente constataram a morte, resolveram se livrar do corpo, o colocaram em um saco preto e atiraram no rio Anhanduí.

O suspeito, que diz ser professor, mas seria revendedor de celulares, nega ter cometido o crime. A polícia investiga se ele fez outras vítimas e ainda busca pelo corpo de Kauan, mas já trabalha com a certeza de que o menino foi assassinado.

Suspeito chegando na DPCA no sábado:



Prisão Perpétua, com trabalho forçado, Já!!! Para todos estupradores, pedófilos, torturados de crianças e mulheres. Senão, todos os dias teremos esse tipo de noticiário em todas a cidades brasileiras
 
Ezequiel em 24/07/2017 14:33:20
Qual o motivo da demora da publicação nacional de um cadastro de estupradores ou de praticantes da violência.
Já cansamos de ver reincidentes posando de professores (professoras), de missionários e missionárias e por aí vai.
Pelo menos teríamos acesso a esse banco de dados na hora de contratar alguém.
Não resolve o problema, mas já previne dos cadastrados.
 
Veronice Braga em 24/07/2017 13:19:10
Bom, em março de 2014, eu fui fazer uma denuncia na DEPCA contra esse individuo, mas infelizmente a pessoa que me atendeu, disse apenas: não podemos fazer nada!! Diante dessa barbaridade eu pergunto: E agora?? podem fazer algo?

Muito triste!! Isso e muitas outras coisas (que com certeza aparecerão) poderia ter sido evitado se a policia investigasse.
 
Gislaine Brito de Almeida em 24/07/2017 13:15:36
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