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Campo Grande, Sábado, 15 de Dezembro de 2018

09/03/2014 07:54

Projetos para transformar Capital em cidade acessível e limpa estão parados

Lidiane Kober e Filipe Prado
Marilene relatou que a cidade precisa progredir e não regredir (Foto: Marcos Ermínio)Marilene relatou que a cidade precisa progredir e não regredir (Foto: Marcos Ermínio)

Após ampla divulgação na gestão anterior, projetos para transformar Campo Grande em uma cidade limpa, acessível e ecologicamente correta estão parados desde a posse do prefeito Alcides Bernal (PP). A paralisação revolta representantes de entidades e a população.

Alguns projetos, como o Cidade Limpa, chegaram a causar amplo debate na época de implantação. O objetivo era livrar o centro da Capital de excesso de publicidade nas fachadas e recuperar parte das características iniciais.

“Essa parte do projeto chegou ao fim e eu pergunto, o resultado estético da cidade ficou satisfatório?”, indagou o arquiteto e urbanista Ângelo Arruda. A resposta, para ele, é não. “Quem passa pelo centro não percebe nenhuma transformação”, avaliou.

Para ele, faltou o Poder Público desenvolver oportunidades para os empresários conhecerem mais sobre a estética das fachadas a fim de dar uma cara ao ambiente, associando o passado com “linguagem e cores atuais”. “Faltou planejamento”, considerou.

Israel acha que é importante a continuação dos projetos, principalmente da acessibilidade (Foto: Marcos Ermínio)Israel acha que é importante a continuação dos projetos, principalmente da acessibilidade (Foto: Marcos Ermínio)

No quesito acessibilidade, a presidente do Instituto dos Cegos, Telma Nantes Matos, afirmou que “está tudo parado”. “O passeio é público e é de responsabilidade da prefeitura, ela precisa cumprir o seu dever”, cobrou.

Segundo ela, as calçadas da própria prefeitura são um exemplo do que não é o ideal. “Está tudo esburacado”, disse. “Fora os locais onde o piso tátil dá no muro, na árvore ou na placa”, emendou. “Poderiam atender nosso pleito e criar a Secretaria de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, assim pelo menos teríamos onde bater à porta”, finalizou.

Quando o assunto é atitudes ecologicamente corretas, de acordo com o coordenador do Fórum de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Haroldo Borralho, as ações também param no tempo. “Vejo com muita preocupação isso, porque estancaram todos os projetos”, afirmou.

Como exemplo, ele cita os programas Córrego Limpo e a proposta de dar fim ao uso de sacolas plásticas nos supermercados. “Não é uma crítica política ou pessoal, mas o fato é que a gente vê uma paradeira geral”, reforçou. “Na minha opinião, faltam na prefeitura pessoas tecnicamente preparadas e vontade política”, acrescentou.

Com isso, ele só vê prejuízos à cidade. “Eram pequenos projeto, mas que se tornavam grandes por mudar conceitos e mobilizar a sociedade a adotar práticas ecologicamente corretas”, frisou.

Nas ruas, a população também se queixa e cobra a volta dos projetos. “Tem que continuar, é muito importante. Nós vemos que só tem acessibilidade do centro. Na rodoviária mesmo, a gente não vê e a que tem está obstruída”, disse o monitor ambiental Israel Alves Bezerra, 41 anos. “O projeto da sacola também deveria continuar, pois eu sei pra onde elas vão. As pessoas não têm consciência”, completou.

A atendente e auxiliar de cozinha, Luciene Romeiro Lima, 33 anos, também acha importante as ações. “Antigamente, nós levávamos uma sacola todas as vezes que íamos ao mercado. Isso não é anti-higiênico, é cuidar do ambiente”, defendeu.

Para a masseira Marilene Marques, 47 anos, Campo Grande precisa “progredir e não regredir”. “A cidade precisa de acessibilidade, pois não é só no centro que existem deficientes, é na cidade inteira”, ressaltou.

Procurados pela reportagem os titulares da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) e da Planurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano), respectivamente, Odimar Luis Marcon e Valter Cortez não foram localizados.



Alguém me diz o que é que não está parado nesta cidade.
 
Ronaldo Castor em 10/03/2014 07:58:39
Campo Grande "parou" no tempo a dois anos!...Onde estão as obras de recuperação da Norte-Sul, o recapeamento do asfalto nas principais vias, a construção de viadutos na Mato Grosso com Via Parque e Saída de SP com Interlagos, recuperação das praças, revitalização da 14 de julho, construção de novos terminais de ônibus, construção de novos UPAs etc...
CAMPO GRANDE ESTÁ NA "UTI"!
 
Paulenir Nogueira de Barros em 09/03/2014 18:54:20
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