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Capital

Promotor chora, mostra pedra usada para matar prostituta e pede pena de 18 anos

Por Aline dos Santos e Francisco Júnior | 06/05/2011 11:38
Promotor tenta convencer os jurados da brutalidade do crime. (Foto: Simao Nogueira)
Promotor tenta convencer os jurados da brutalidade do crime. (Foto: Simao Nogueira)

Uma pedra de três quilos jogada no chão. Com esta ação o promotor Douglas Oldegardo dos Santos tenta convencer os jurados da brutalidade do crime cometido contra a garota de programa Claudinéia Rodrigues.

A jovem foi morta há dois anos. Hoje, está sendo julgado Leonardo Leite Cardoso, de 29 anos, terceiro acusado pelo crime. Ele culpa o amigo Fernando Pereira Verone pelo assassinato. Para o promotor, ambos participaram.

A acusação pede condenação de 18 anos de prisão para Leonardo. Com voz embargada e lágrimas, o promotor relatou aos jurados detalhes do crime. Ele lembrou que Claudinéia tinha 1m55 de altura e foi morta a chutes e pedradas por homens de quase dois metros.

A pedra apresentada aos jurados tinha resquícios de sangue da vítima. Conforme o promotor, a perícia aponta que a jovem foi deixada ainda viva no local, pois tinha marcas de sangue de ambos os lados, indicando que ela se mexeu.

O promotor relatou que Hugo Pereira da Silva permaneceu no carro, enquanto Leonardo e Fernando agrediam a vítima. Eles só pararam quando viram a luz de uma kombi. O trio saiu do local, próximo ao Aeroporto Internacional de Campo Grande, de carro. A roda quebrou e eles chamaram um mecânico.

Neste instante, Hugo teria ido embora e os outros dois voltaram ao ponto onde deixaram a vítima. Conforme a denúncia, eles jogaram o corpo para dentro do mato. Leonardo assistiu impassível à acusação do promotor, que durou 1h30.

Aos jurados, o promotor afirmou que um dos filhos de Claudinéia teve que pôr no caixão a carta que fez na escola para o Dia das Mães.

Guerra de laudos – A acusação também questiona os laudos que apontam que Leonardo é inimputável, ou seja, não pode responder por seus atos. “No aspecto jurídico, o laudo não tem validade”, afirma Douglas dos Santos.

O laudo foi feita por uma psicóloga de Campo Grande. A defesa de Leonardo também apresentou laudo assinado por um neurologista do Rio de Janeiro atestando que o paciente é bipolar e tentou suicídio após o fim de um relacionamento.

Outro acusado, Fernando Verone foi condenado e teve a pena reduzida em um terço devido a laudo médico que aponta que ele é semi-imputável. Condenado a 13 anos, ele está em liberdade devido a habeas corpus. A acusação recorreu para que a pena não seja reduzida devido aos laudos. Hugo da Silva foi inocentado pelo júri popular.

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