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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

06/05/2011 11:38

Promotor chora, mostra pedra usada para matar prostituta e pede pena de 18 anos

Aline dos Santos e Francisco Júnior
Promotor tenta convencer os jurados da brutalidade do crime. (Foto: Simao Nogueira) Promotor tenta convencer os jurados da brutalidade do crime. (Foto: Simao Nogueira)

Uma pedra de três quilos jogada no chão. Com esta ação o promotor Douglas Oldegardo dos Santos tenta convencer os jurados da brutalidade do crime cometido contra a garota de programa Claudinéia Rodrigues.

A jovem foi morta há dois anos. Hoje, está sendo julgado Leonardo Leite Cardoso, de 29 anos, terceiro acusado pelo crime. Ele culpa o amigo Fernando Pereira Verone pelo assassinato. Para o promotor, ambos participaram.

A acusação pede condenação de 18 anos de prisão para Leonardo. Com voz embargada e lágrimas, o promotor relatou aos jurados detalhes do crime. Ele lembrou que Claudinéia tinha 1m55 de altura e foi morta a chutes e pedradas por homens de quase dois metros.

A pedra apresentada aos jurados tinha resquícios de sangue da vítima. Conforme o promotor, a perícia aponta que a jovem foi deixada ainda viva no local, pois tinha marcas de sangue de ambos os lados, indicando que ela se mexeu.

O promotor relatou que Hugo Pereira da Silva permaneceu no carro, enquanto Leonardo e Fernando agrediam a vítima. Eles só pararam quando viram a luz de uma kombi. O trio saiu do local, próximo ao Aeroporto Internacional de Campo Grande, de carro. A roda quebrou e eles chamaram um mecânico.

Neste instante, Hugo teria ido embora e os outros dois voltaram ao ponto onde deixaram a vítima. Conforme a denúncia, eles jogaram o corpo para dentro do mato. Leonardo assistiu impassível à acusação do promotor, que durou 1h30.

Aos jurados, o promotor afirmou que um dos filhos de Claudinéia teve que pôr no caixão a carta que fez na escola para o Dia das Mães.

Guerra de laudos – A acusação também questiona os laudos que apontam que Leonardo é inimputável, ou seja, não pode responder por seus atos. “No aspecto jurídico, o laudo não tem validade”, afirma Douglas dos Santos.

O laudo foi feita por uma psicóloga de Campo Grande. A defesa de Leonardo também apresentou laudo assinado por um neurologista do Rio de Janeiro atestando que o paciente é bipolar e tentou suicídio após o fim de um relacionamento.

Outro acusado, Fernando Verone foi condenado e teve a pena reduzida em um terço devido a laudo médico que aponta que ele é semi-imputável. Condenado a 13 anos, ele está em liberdade devido a habeas corpus. A acusação recorreu para que a pena não seja reduzida devido aos laudos. Hugo da Silva foi inocentado pelo júri popular.



Nós, seres humanos, clamamos por justiça em situações como esta. Pessoas que fazem o que essas fizeram... como descrevê-las?
Na verdade, tenha o resultado que tiver o julgamento, a jovem morta não será trazida de volta e isso, independente do nosso estado emocional, não poderemos mudar. Poderemos ficar assombrados com a brutalidade, revoltados com a atitude, horrorizados com o fato, mas ainda assim não conseguiremos reverter o que houve. Muitos dizem: "Não traremos a Claudinéia de volta, mas ao menos queremos ver a justiça sendo feita". Mas afinal, de que justiça estamos falando? De uma que condena alguém a 13 anos de prisão, mas não o coloca atrás das grades?
Não adianta nos revoltarmos. Continuaremos vendo a impunidade estampada enquanto nos desgastamos, sofrendo pela falta de respeito do homem. Falta de respeito pela vida; falta de respeito por algo que ele não criou e que insiste em acreditar que pode controlar a bel prazer.
Há uma justiça que nunca falhará. E ainda que os responsáveis por este crime acabem impunes, um dia, prestarão contas a quem (Este sim!) tem o controle de tudo em Suas mãos. Quando confiamos nesta justiça e esta se torna a nossa Justiça, aprendemos a apenas nos entristecer por coisas tão ruins - talvez até chorar - mas ainda assim continuar, sabendo que há um DEUS que está sobre todas as coisas, governa todo o universo e jamais permitirá que o sangue inocente seja derramado em vão.
 
Rodrigo Rezende Loubet em 06/05/2011 12:18:39
sem comentarios,agora eles são imputaveis,quando matou não era,nem sei o que dizer, a policia prende e a justiça solta,ou ameniza a pena,é duro ver pessoas de pessima indole,querendo ser coitadinhos.Todos eles tem que apodrecer na cadeia ate mesmo o que ficou so assistindo ele não pode ficar impune.
 
roseli brito em 06/05/2011 12:11:05
Isso é um absurdo sem explicação. É inadimissivél uma pessoa dessa ficar no meio de uma população, não sei oque leva uma pessoa dessa à cometer um crime tão brutal como este. Justiça seja feita!!!!!!
 
Jaaziel Ferreira Duarte em 06/05/2011 12:04:03
Se todos que apedrejarem na hora de ser rejeitado,apedrejar até a morte,onde vamos parar.Não por ser essa pessoa de classe humilde (vítima).todos os três são culpado pois poderiam ter evitado.Eu tenho filhas e não posso nem imaginar falta de justiça.
 
Luiz Carlos Santos Messias em 06/05/2011 11:59:59
Acho justo a condenação, mas chorar em público. pega leve ai Promotor.
 
amilton almeida em 06/05/2011 11:57:20
Parabéns... Dr. Douglas pelo juri com certeza o senhor fez sua parte para corrigir essa injustiça mesmo que seje necessário chorar, gritar, pular para que crimes como esses não fique impune ou com penas tão brandas.
 
Claudinei dos Santos Freitas em 06/05/2011 11:33:23
Excelente Promotor!!!
Parabens ao comentario do Claudio Arantes...
Olha o tamanho desse Leonardo, esse monstro ja deveria estar atras das grades. E uma pena mesmo ele nao ter tido sucesso no suicidio que tentou.
 
Rose de Oliveira em 06/05/2011 07:30:45
Ah tentou suicídio é? Que pena que não teve sucesso, teria evitado a morte a morte de quem gostava de viver. Se tem problemas psicológicos é melhor ficar na jaula pra não ameaçar a vida de mais ninguém.
 
Claudio arantes - CG/Amambai em 06/05/2011 03:23:05
Parabéns ao Promotor de Justiça pela excelente acusação.
 
Leonardo Camargo em 06/05/2011 01:10:28
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