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Capital

Proncor reduz 25% dos salários dos funcionários administrativos até junho

Desde o início da pandemia do novo coronavírus o hospital não está realizando cirurgias eletivas

Por Adriano Fernandes | 07/04/2020 21:05
Reunião que decidiu pelo acordo nesta terça-feira (07). (Foto: Divulgação/MPT)
Reunião que decidiu pelo acordo nesta terça-feira (07). (Foto: Divulgação/MPT)

Diante da diminuição no número de atendimentos, devido a pandemia do novo coronavírus o Hospital Proncor vai reduzir em 25% os salários e a jornada de trabalho de seus funcionários administrativos. A redução será mantida no período entre 6 de abril até 30 de junho.

O acordo coletivo foi firmado entre o Sintesaúde-MS (Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul) e o hospital, na tarde desta terça-feira (7), no Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região, em Campo Grande.

Os trabalhadores administrativos e o Proncor negociaram a diminuição dos salários e da jornada devido à queda dos atendimentos no hospital, uma vez que as cirurgias eletivas não estão sendo realizadas.

Tanto o hospital quanto os funcionários já haviam se reunido e chegado ao acordo coletivo para a redução proporcional de 25%, observados requisitos como a estabilidade provisória dos funcionários. A redução está prevista na MP (Medida Provisória) do Governo Federal, que estabeleceu medidas trabalhistas complementares para o enfrentamento do estado de calamidade pública, no país.

Na audiência de mediação, foi feito o reconhecimento e a documentação do acordo firmado entre o hospital e os trabalhadores.  A sessão pré-processual foi realizada pelo vice-presidente do TRT-MS e coordenador do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Disputas, desembargador Amaury Rodrigues Pinto Júnior, acompanhado da coordenadora do Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas, juíza Déa Marisa Cubel Yule.

O diretor administrativo do Proncor, Luiz Fernando Curado Elias, a advogada Rosely Scândola e o presidente do Sintesaúde/MS Osmar Gussi e o advogado Reinaldo Leão Magalhães, também participaram da reunião. A procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho, Cândice Gabriela Arosio, participou por videoconferência.

Na próxima terça-feira (14), está agendada uma audiência entre a Fesaúde (Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de MS) e o Sindhesul (Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso do Sul).