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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

29/11/2017 18:50

Qualidade dos ônibus não vale preço de R$ 3,70, dizem passageiros

Valor será reajustado por decreto e passa a valer em dezembro

Kleber Clajus
O contador Jurandir de Oliveira disse que pela qualidade aumento não devia ser aplicado (Foto: Paulo Francis)O contador Jurandir de Oliveira disse que pela qualidade aumento não devia ser aplicado (Foto: Paulo Francis)

Reajuste do transporte coletivo, anunciado pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD), já assusta quem utiliza o serviço considerado de pouca qualidade. Os valores aumentam em dezembro para R$ 3,70 nas linhas convencionais e R$ 4,52 nas executivas, o popular "fresquinho".

"Pela qualidade não está merecendo, com terminais apertados no Centro que cadeirantes e mães com carrinho de criança não conseguem nem entrar", argumentou o contador Jurandir de Oliveira, 40 anos, lembrando que alguns veículos vivem com problemas nos elevadores.

Até vendedor de loja de roupas na Avenida Afonso Pena faz graça com a nova tarifa, mas isso preocupa a diarista Giza Cruz, 52 anos, que sem carro pega em média quatro ônibus para ir e voltar da casa das clientes. "É absurdo porque salário não sobe igual passagem". 

No caso da professora Eunice Gomes, 51 anos, o problema não consiste em se aumentar a tarifa, mas sim na qualidade ofertada pelo serviço. "Pagar a gente até paga, mas precisa de melhorias", pontuou durante espera da linha executiva para o Nova Campo Grande.

Os "fresquinhos" na avaliação da serviços gerais Maria da Luz, 55 anos, não deviam ser privilégio para quem paga mais caro em Campo Grande. "Cobrem por bom serviço com ar condicionado e mais ônibus para que as pessoas possam ir trabalhar com dignidade". 

Reajuste - Tarifa do transporte coletivo urbano deve ser reajustada, conforme o prefeito, por meio de decreto no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande). "Contrato exige reposição. Não terá aumento. Este é o menor percentual dos últimos 12 anos", justificou Marquinhos.

Deve ser aplicado acréscimo de 4% ao valor cobrado nas linhas convencionais, que passam dos atuais R$ 3,55 para R$ 3,70, assim como nas executivas de R$ 4,35 para R$ 4,52.

Índice é elaborado pela Agereg (Agência de Regulação de Serviços Públicos) e submetido ao prefeito, que homologa o reajuste. Foram considerados a variação de 6.184% do diesel, 3% de reajuste do salário dos motoristas e o índice de veículos automotores, em 4.257%.

Conforme o diretor-presidente da Agência, Vinicius Leite, mudança ainda terá data definida, mas pode ocorrer em dezembro, mesmo mês no qual a tarifa foi reajustada em 2016.



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