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Capital

Regional suspende atendimento a paciente sem encaminhamento

Pessoas que procurarem atendimento espontaneamente serão orientadas as ir a postos de saúde; medida foi tomada para evitar superlotação

Por Anahi Zurutuza e Christiane Reis | 04/01/2017 16:20
PAM do Hospital Regional (Foto: Fernando Antunes)
PAM do Hospital Regional (Foto: Fernando Antunes)
Diretor-presidente do hospital, Justiniano Vavas (à esquerda), e o diretor-clínico, durante coletiva (Foto: Fernando Antunes)
Diretor-presidente do hospital, Justiniano Vavas (à esquerda), e o diretor-clínico, durante coletiva (Foto: Fernando Antunes)

O HR (Hospital Regional) “fechou as portas” do pronto-socorro para pacientes menos graves e que chegarem ao local sem terem sido encaminhados por outras unidades de saúde. Desde ontem (3), o PAM (Pronto Atendimento Médico) só atenderá pessoas que chegarem até o hospital com vaga garantida por meio da central de regulação, que geralmente são os doentes levados ao local pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ou Corpos de Bombeiros.

Em entrevista coletiva, na tarde desta quarta-feira (4), o diretor-presidente do hospital, Justiniano Barbosa Vavas, explicou que a medida foi tomada para evitar a sobrecarga no pronto-socorro, que tem capacidade para 77 pacientes, mas já chegou a receber 150. “Existe muita demanda espontânea e agora estamos orientando estas pessoas a buscarem encaminhamento nas unidades mais próximas, porque às vezes o caso pode ser resolvido numa UPA [Unidade de Pronto Atendimento] por exemplo”, explicou.

Vavas esclarece ainda que o HR é um hospital de media e alta-complexidade e que superlotado, o funcionamento do PAM fica comprometido. “Se estamos superlotados não temos brecha para atender uma emergência”.

O diretor-clínico Alexandre Friso exemplifica citando um paciente com AVC (Acidente Vascular Cerebral), que precisa de atendimento em até seis horas para que não tenha sequelas, mas que muitas vezes com o PAM lotado, a pessoas passava mais tempo esperando pela vaga em uma UPA. “Aqui a gente atendia de tudo, em detrimento dos pacientes mais graves”.

O pronto-socorro conta com 160 profissionais que se revezam em plantões. “A demanda espontânea atrapalha a questão da previsibilidade, fica difícil saber quantas pessoas precisamos ter na equipe, o quanto de medicamentos”, completa o presidente.

Justiniano Vavas deixa claro que a decisão de não atender mais pacientes sem regulação tem respaldo legal e está baseada na distribuição da rede SUS (Sistema Único de Saúde) em Campo Grande, definida pelas secretarias de saúde.

Aviso – Há três meses, ainda conforme o presidente, a equipe do PAM passou a avisar aos pacientes que procuravam o PAM espontaneamente sobre a mudança, que começaria em janeiro. “Usamos panfletos e cartazes. Precisamos que a população se conscientize”.

O número de atendimentos feitos diariamente no pronto-socorro não foi divulgado.

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