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Capital

Espécie invasora é removida de parque para recuperar vegetação nativa

Ação faz parte do projeto de recuperação de trechos degradados do Córrego Bandeira

Por Fernanda Palheta e Inez Nazira | 06/09/2026 11:19
Espécie invasora é removida de parque para recuperar vegetação nativa
Tocos marcados às margens do corrégo Bandeira, após retirada de leucenas em área de preservação (Foto: Osmar Veiga)

Quem passou pelo parque em frente à Praça do Preto Velho, na Avenida Fábio Zahran, no Bairro Jardim Paulista, em Campo Grande, nos últimos dias se deparou com um cenário de devastação, com tocos e troncos de árvores espalhados pela área de preservação permanente. Apesar de a imagem chamar atenção, a ação faz parte de um projeto de recuperação de áreas degradadas.

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No parque em frente à Praça do Preto Velho na Avenida Fábio Zahran no bairro Jardim Paulista em Campo Grande foi realizada a remoção de leucenas espécie invasora que compromete a biodiversidade e reduz em até setenta por cento a diversidade de plantas nativas. A ação faz parte de um projeto de recuperação de áreas degradadas conduzido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente com apoio da Secretaria de Infraestrutura. Moradora Ivalli Gonçalves de quarenta e um anos relatou maior limpeza e segurança após o corte iniciado no mês passado. Desde o ano anterior o município removeu exemplares em outras praças e em dois mil e vinte cinco plantou seiscentas mudas nativas em dezenove mil metros quadrados da bacia do Córrego Bandeira.

Ao Campo Grande News, a Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável de Campo Grande) explicou que foram cortadas leucenas, espécie considerada invasora e que compromete a biodiversidade.

Esta não é a primeira vez que a área de preservação permanente recebe esse tipo de ação. Em julho do ano passado, a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) retirou leucenas. Segundo a Prefeitura de Campo Grande, este é o primeiro passo para a recuperação de áreas degradadas.

Espécie invasora é removida de parque para recuperar vegetação nativa
Troncos de leucenas retiradas em área de proteção Foto: Osmar Veiga)

A psicóloga e moradora da região, Ivalli Gonçalves, de 41 anos, conta que a retirada começou no último mês. "Primeiro, eles começaram a cortar por dentro do córrego. Eu achei que estavam adentrando e pensei que estava tudo certo. Depois, foram colocando para fora", relatou.

Apesar do impacto causado pelos cortes, a moradora vê vantagens no que considerou uma limpeza da região. “Para mim, que ando todo dia com meu cachorro, está mais limpo. Tinha bastante mato aqui, então, está ficando melhor", disse.

Ela ainda aponta que a retirada trouxe mais sensação de segurança. "Antes, tinha bastante mato e bastante árvore, então ficava bem mais escuro, mais deserto. Para quem corre ou anda aqui, é um risco, né? Eu sentia um pouquinho de medo de passar, de não saber se ia ter alguém ali", completou.

Espécie invasora é removida de parque para recuperar vegetação nativa
Psicóloga Ivalli Gonçalves, de 41 anos, se mudou a pouco tempo para região e afirma que retirada teve início no último mês (Foto: Osmar Veiga)

Invasora - A erradicação da leucena é considerada essencial para preservar a vegetação original. De crescimento acelerado e alta capacidade de reprodução, a espécie pode reduzir em até 70% a diversidade de plantas onde se instala, alterando a dinâmica ambiental. Uma única árvore pode produzir até 250 mil sementes, além de rebrotar com facilidade e crescer mais rapidamente que as espécies nativas.

Desde o ano passado, o município intensificou a retirada da espécie invasora. Em outubro, exemplares foram removidos da Praça das Águas, entre as avenidas Afonso Pena e Ricardo Brandão. Em 2025, cerca de 19 mil metros quadrados ocupados por leucenas em APPs (Áreas de Preservação Permanente) foram recuperados. No lugar, foram plantadas 600 mudas nativas em três pontos estratégicos da bacia do Córrego Bandeira, considerada prioritária: 200 próximas à Rua Portuguesa, 200 no Parque Linear das Cabaças, ao lado da Praça do Preto Velho, e outras 200 na margem do Córrego Portinho Pache.

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