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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Abril de 2019

26/10/2018 14:39

Réu por matar estilista se livra do Tribunal do Júri e é condenado a 1 ano

"Pensei que estava desmaiado", alegou Alan, que saiu da casa no carro da vítima e furtou celular

Aline dos Santos
Alan (em primeiro plano) foi julgado nesta sexta-feira  vai ficar em liberdade. (Foto: Henrique Kawaminami)Alan (em primeiro plano) foi julgado nesta sexta-feira vai ficar em liberdade. (Foto: Henrique Kawaminami)

Acusado de matar um estilista de 54 anos em 2016, Alan Silva Santos, 22 anos, se livrou do Tribunal do Júri ao ter o crime desqualificado de homicídio doloso para homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Nesta sexta-feira (dia 26), ele começou a ser julgado na 1ª Vara do Tribunal do Júri, mas diante dessa mudança, a condenação foi definida pelo juiz Fábio Henrique Calazans Ramos.

No caso de homicídio culposo, o magistrado detalha que a pena vai de 1 a três anos de detenção. Considerando que o réu não tem antecedentes criminais, o juiz fixou um ano de detenção. Ele ainda foi condenado por furto e concurso material (quando se pratica mais de um crime), no total de um ano de reclusão. O regime inicial será o aberto.

“Mantenho o acusado em liberdade, haja vista que assim se encontra no momento e não estão presentes os fundamentos para a decretação de sua prisão preventiva neste momento”.

O crime aconteceu em 4 de setembro de 2016, na Rua Patriarca, na Vila Taquarussu, em Campo Grande. Alan matou o estilista asfixiado durante encontro sexual na casa de Altivane. Os dois trocaram socos e durante a briga, o rapaz deu uma “gravata”na vítima, que morreu. Alan alega que motivo da discussão foi porque Altivane queria manter relação sexual sem preservativo

Hoje, o réu disse que foi embora da residência sem saber que ele estava morto. “Pensei que estava desmaiado”.

Porém, saiu da casa no carro da vítima, levando as latinhas de cerveja vazias e os utensílios que ele utilizou para jantar, além do celular de Altivane. Tudo isso era para despistar a polícia e não ser identificado pelas digitais. Antes de ir embora, Alan pegou o homem no colo e o colocou sobre a cama.

A promotora Lívia Carla Bariani havia pedido a condenação de Alan por homicídio qualificado pelo uso de asfixia e por furto do celular.



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