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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

18/02/2016 10:53

Saúde ainda investiga terceira morte por dengue em MS este ano

Natalia Yahn
Leika morreu ontem (17) a tarde no Hospital Regional, em Campo Grande. (Foto: Arquivo pessoal / Reprodução Facebook)Leika morreu ontem (17) a tarde no Hospital Regional, em Campo Grande. (Foto: Arquivo pessoal / Reprodução Facebook)

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) investiga a morte de Leika Pereira Campos, 33 anos, que pode ser o terceiro caso de fatalidade provocado pela dengue em Mato Grosso do Sul somente este ano, todos em Campo Grande.

A paciente estava internada no HR (Hospital Regional Rosa Pedrossian), em Campo Grande, e morreu no início da noite de ontem (17), após sete dias internada. A família de Leika afirma que ela foi vítima de dengue hemorrágica. Porém a SES ainda investiga o caso, pois seria necessário a realização de exames para confirmar a morte pela forma hemorrágica da dengue.

O velório de Leika acontece na Pax da Avenida Bandeirantes até às 13 horas. O sepultamento esta previsto para às 14 horas, no cemitério Santo Amaro.

No dia 21 de janeiro deste ano, o boletim epidemiológico da SES confirmou que uma criança de 8 anos e uma adolescente morreram por causa da dengue, ambas em Campo Grande.

A menina morreu no dia 12 de janeiro na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida. Ela foi diagnosticada com dengue clássica e depois sofreu uma parada cardíaca. A segunda vítima, Karolina Ribeiro Soares Rodrigues, 16 anos, morreu um dia depois também no Hospital Regional.

Na época a suspeita era de que a criança teria sido vítima de complicações causadas por uma cardiopatia congênita, ou seja, anormalidade na estrutura do coração. O problema cardíaco foi negado pela família e em seguida a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) confirmou a morte por dengue.

Já Karolina reclamava de fortes dores abdominais pouco antes de dar entrada no CRS (Centro Regional de Saúde) do Coophavilla II O quadro de saúde agravou, ela foi transferida para o Hospital Regional, onde morreu no dia 13 de janeiro.

Dados - Após uma semana sem divulgar dados epidemiológicos do Estado, devido ao Carnaval, a Secretaria de Estado de Saúde divulgou um novo relatório ontem (17). Os dados apontam que o número de casos suspeitos dengue em Mato Grosso do Sul já totalizam 21.982.

O total é 80% maior em relação ao boletim anterior, que indicava 12.219 casos suspeitos. O número representa 9.763 novas notificações em relação ao levantamento anterior, divulgado no dia 3 de fevereiro.

Ainda segundo o boletim, entre os dias 7 e 13 de fevereiro, foram registradas 1.748 notificações, uma queda de sensível, de apenas 3%, se comparada às 1.804 notificações computadas entre os dias 24 e 30 de janeiro.

O município de Dois Irmãos do Buriti continua liderando o ranking de cidades com maior índice de incidência do Aedes aegypti, com 254 notificações, seguido de Deodápolis, com 282 casos suspeitos. Em terceiro lugar vem Alcinópolis, com 104 casos.

A Capital subiu do 17º para o 13º lugar, com 10.495 notificações. Já as confirmações de óbitos em decorrência de dengue continuam sendo as mesmas do último boletim.

Na Capital foram duas confirmações, uma criança de 8 anos, que morreu no dia 12 de janeiro na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Vila Almeida ao dar entrada com dengue clássica e depois sofrer uma parada cardíaca e a adolescente Karolina Ribeiro Soares Rodrigues, 16, que morreu um dia depois no Hospital Regional Rosa Pedrossian.

Em todo o Estado foram registrados 17 óbitos no ano passado por causa da doença.



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