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Campo Grande, Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2018

15/10/2014 18:51

Saúde reduz tolerância de atraso a médicos para combater superlotação

Lidiane Kober
Nem novo hospital, reduziu superlotação de UPAs de Campo Grande (Foto: Marcos Ermínio)Nem novo hospital, reduziu superlotação de UPAs de Campo Grande (Foto: Marcos Ermínio)

Diante da superlotação das unidades de saúde de Campo Grande, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) decidiu baixar resolução para reduzir pela metade a tolerância de atraso de 800 médicos plantonistas.

A decisão pode agravar a insatisfação da categoria, uma vez que os salários dos pediatras das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) é até três vezes menor do que o pago aos profissionais da mesma especialidade para atuar no Centro Municipal Pediátrico, chamado de Hospital da Criança do SUS.

Nesta quarta-feira (15), a cúpula da Sesau se reuniu com diretores técnicos e administrativos de UPAs e dos CRSs (Centros Regionais de Saúde) para discutir a alteração na resolução número 26, de 10 de maio de 2002, que trata sobre a tolerância no cumprimento do horário de chegada dos médicos plantonistas.

A mudança, que será publicada em Diário Oficial ainda esta semana, reduzirá a tolerância no atraso de 30 para 15 minutos a médicos com plantões de seis horas e de 60 para 30 minutos a plantonistas de 12 horas.

“Essa é a primeira medida que estamos tomando no sentido de dar mais celeridade no atendimento e satisfação ao usuário do SUS. O próximo passo será a promoção da valorização dos médicos, que também precisam desse reconhecimento”, afirmou o titular da Sesau, Jamal Salem. “O descumprimento da norma fará com que o profissional perca a sua escala de plantão”, informou Ana Paula Rezende, diretora de Assistência à Saúde da Sesau.

Insatisfação - Desde que o Hospital da Criança do SUS, começou a operar, no domingo (12), a insatisfação entre médicos e profissionais que atuam nas UPAs e em postos de saúde aumentou. O “conflito”, inclusive, chegou ao ponto de funcionários supostamente boicotar o atendimento para tumultuar o serviço no centro pediátrico.

“Em duas horas nós fizemos 275 atendimentos. De manhã foi bem tranquilo, mas nós percebemos que funcionários das UPAs falaram para os pais procurarem o hospital sendo que havia pediatra nas unidades. Avaliamos a situação como um boicote, mas conseguimos atender todo mundo”, disse a diretora da unidade, Renata Guedes.

A situação foi tão complicada que o prefeito Gilmar Olarte (PP) e o chefe da Sesau foram até o hospital ver de perto. O secretário de saúde, segundo a diretora, chegou a atender pacientes diante da grande demanda.

Mesmo assim, um dia depois, na terça-feira (14), o Campo Grande News foi à UPA do Bairro Coronel Antonino e a situação beirava o caos. Dezenas de pais e crianças aguardavam atendimento na unidade. Segundo apurado pela reportagem, na escala da manhã, apenas 3 pediatras estavam atendendo contra os 5 profissionais que habitualmente atuavam na unidade.



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