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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

17/06/2016 20:12

Secretário justifica falta a depoimento e vai à delegacia na semana que vem

Nyelder Rodrigues

O depoimento do secretário municipal de Saúde, Ivandro Fonseca, sobre o caso que apura possível sumiço de doses de vacina contra a gripe A, será reagendado para a semana que vem. Ele deveria ter ido nesta sexta-feira (17), às 15h, mas não compareceu pois tinha compromissos de trabalho.

A data exata do novo depoimento ainda não foi marcada, mas deve ocorrer na próxima semana. Ele enviou ofício ao delegado do 1º DP (Delegacia de Polícia Civil), Fabiano Nagata, justificando o não comparecimento à delegacia. "Tive que ir em uma reunião do CIB (Comissão Intergestores Bipartite)", afirma o secretário em contato com o Campo Grande News.

De acordo com o delegado, o depoimento de Ivandro é importante, mas não essencial para a continuidade das investigações. "Outros servidores, chefes de setores, podem passar as mesmas informações que ele. Mas aguardamos a presença dele na semana que vem", explica Nagata, ao ser questionado se o depoimento do secretário é peça chave na apuração.

Denúncia e "revide" - O inquérito policial apura o sumiço de vacinas em Campo Grande - os números ventilados variam de 3 mil a 30 mil doses - e também uma suposta vacinação em massa ocorrida no gabinete do prefeito, em pessoas que não estariam dentro do grupo de risco. Entre elas, estariam o próprio prefeito Alcides Bernal (PP), vereadores e assessores.

A denúncia sobre a vacinação no gabinete partiu do jornalista Carlos Roberto Pereira, que registrou o boletim de ocorrência por peculato e alega ter provas e uma lista com 35 nomes de pessoas que teriam sido imunizadas irregularmente dia 18 de maio. Ele também acionou o Ministério Público.

Em contrapartida, Carlos Roberto também é alvo de outros registros na Polícia Civil. "Mais de 10 pessoas já registraram boletim de ocorrência por causa dessa denúncia que ele fez, alegando se tratar de inverdade", conta o delegado Fabiano Nagata. A situação também é apurada em CPI aberta na Câmara Municipal.



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