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Capital

Sem previsão de vacina, motoristas ameaçam “lockdown” do transporte público

Sindicato cobra apoio para inclusão de cerca de 900 trabalhadores no Plano Nacional de Imunização

Por Jhefferson Gamarra | 16/04/2021 16:27
Presidente do Sindicato de Trabalhadores do Transportes, Demétrio Ferreira, durante reuinão na Sesau (Foto: Paulo Francis)
Presidente do Sindicato de Trabalhadores do Transportes, Demétrio Ferreira, durante reuinão na Sesau (Foto: Paulo Francis)

O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo (STTCU) se reuniu com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) na tarde desta sexta-feira (16), para reivindicar a vacinação contra a covid-19 aos motoristas do transporte público de Campo Grande. A categoria precisa de apoio institucional, porque para entrar no grupo prioritário tem de ser inserida PNI (Programa Nacional de Imunização).

De acordo com Demétrio Ferreira de Freitas, presidente do sindicato, a Capital conta com cerca de 900 motoristas sob risco de diário de contaminação. Caso não haja a definição de um cronograma de vacinação dos profissionais, a ameaça é de paralisação geral no transporte público na semana que vem, acompanhando movimento de São Paulo..

“A categoria dos profissionais de transportes precisa de vacinação o quanto antes. Estamos em contato direto com a população, fizemos uma manifestação no início da semana reivindicando a vacina. Há também uma manifestação nacional de motoristas pela vacina, que pede a vacinação a até dia 20, caso não seja atendida haverá uma paralisação nos trabalhos e nós vamos acompanhar”, informou Demétrio Freitas.

Ainda segundo o presidente do sindicato, diversos motoristas são contaminados por dia durante o trabalho. "Diariamente a gente fica sabendo de uns 5 ou 6 motoristas contaminados com covid e uns 10 já morreram com a doença", conta.

A categoria ganha apoio dentro da própria prefeitura. Para o diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Janine de Lima Bruno, por ser considerado um trabalho essencial, motoristas de ônibus já deveriam ter sido incluídos no plano de imunização. “A categoria está trabalhando todos os dias, assim com a saúde, forças de segurança e supermercados são essenciais durante a pandemia”, defende.

O problema é que a imunização não pode ocorrer enquanto os motoristas não forem inseridos como prioridade no PNI.  “Desde o início da pandemia estamos reivindicando a vacinação dos motoristas, a Câmara Municipal não tem poderes para interferir no plano de imunização, pois o grande problema está no PNI. Desde o começo a categoria deveria ser incluída como prioridade”, esclareceu o vereador João César Mato Grosso (PSDB), que intermediou e acompanhou a reunião do sindicato com a Sesau.

O Secretário Municipal de Saúde, José Mauro Filho, que também participou do encontro, não se posicionou sobre possibilidade da inclusão dos motoristas no calendário de imunização municipal. Através da assessoria informou que devido a outro compromisso, não poderia atender a imprensa.

Na semana passada, motoristas colocaram faixa no braço em protesto com pedido de vacina. (Foto: Paulo Francis)
Na semana passada, motoristas colocaram faixa no braço em protesto com pedido de vacina. (Foto: Paulo Francis)


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