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Campo Grande, Sábado, 18 de Agosto de 2018

20/01/2012 11:23

Sem-teto afirmam que foram pegos de surpresa e criticam atuação da Polícia

Francisco Júnior e Fernando da Mata

Cerca de dez famílias foram retiradas de terreno no bairro Dom Antônio Barbosa, região sul da Capital, na manhã desta sexta (20)

Trator derrubando barraco enquanto morador recolhe pertences (Foto: Simão Nogueira)Trator derrubando barraco enquanto morador recolhe pertences (Foto: Simão Nogueira)

Um terreno com barracos ao lado do núcleo de moradias "José Teruel Filho", conhecido como Cidade de Deus, foi desocupado na manhã desta sexta-feira. A área pertence à prefeitura, que obteve ordem de reitegração de posse, expedida pelo juiz Ricardo Galbiati, da 2ª Vara de Fazenda Pública de Campo Grande.

A reintegração de posse foi cumprida pela Cigcoe (Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais). De acordo com o major Marcos Paulo Gimenez, 40 policiais, incluindo a Tropa de Choque, foram ao local em cumprimento à ordem da Justiça. Não houve resistência e os barracos foram desmontados em menos de uma hora.

Moradores disseram que foram pegos de surpresa com a chegada da ordem de despejo. O autônomo Douglas de Almeida Dias, 21 anos, afirma que os policiais já chegaram dizendo que iriam derrubar os barracos. Ele conta que estava morando no terreno há oito meses e que não tem condições de pagar aluguel. “Agora, com isso, estamos dependendo dos outros". O rapaz é casado e tem um filho de três anos.

De acordo com ele, a alternativa apresentada por funcionários da prefeitura seria ir para o Cetrimi (Centro de Triagem e Encaminhamento ao Migrante).

Para o autônomo Welington da Silva, 24 anos, a Polícia agiu com truculência. Ele estava dormindo quando foi acordado pelos PMs. “Vieram com cachorros e revólveres. Como é que iríamos conversar desse jeito?”, questiona. Ele disse que vai procurar a família da esposa, com quem tem uma filha de nove meses, para pedir ajuda.

O auxiliar de serviços gerais, Wellesnaycon Turaça Domisiano, 23 anos, disse que foi pego de surpresa. “ Chegaram entrando, metendo o pé na porta. Deveriam ter um pouco mais de educação. Somos todos trabalhadores, nós só queremos ter um lugar para morar”.

O pedreiro Gilberto Alves, 33 anos, que mora na região ficou indignado com a desocupação. “Até o lixo tem local específico. O pobre não tem o direto de ter um barraco e moradia digna? Não é destruindo isso aqui que vai resolver o problema. Eles vão sair daqui e ocupar outro local”, indagou o pedreiro.

De acordo com o tenente do Cigoce (Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais), Ronaldo Moreira de Araujo, os policiais não agiram com truculência e seguiram os procedimentos doutrinários.

Cerca de 40 policiais participaram da desocupação, porém como os moradores foram saindo sem resistência, o número foi reduzido para 11.

O presidente da União do Movimento dos Sem Casas de Campo Grande, Giunaldo Pereira Ferreira, disse que vai entrar na Justiça contra EMHA (Agência Municipal de Habitação) alegando que a desocupação é inconstitucional.

Segundo Ferreira, pelo fato do terreno ser público, a agência poderia ter esperado para colocar as pessoas em casas fechadas. “Eles não tem pressa para ocupar o terreno”, afirmou.

O terreno em questão fica na rua Emiliana Arruda de Aráujo, esquina com a Professor Antônio Teófilo Cunha, no bairro Dom Antônio Barbosa, imediações do Lixão.

A decisão para a desocupação foi determinada pelo juiz Ricardo Galbiati, da 2ª Vara de Fazenda Pública de Campo Grande.

Oito barracos foram destruídos (Foto: Simão Nogueira)Oito barracos foram destruídos (Foto: Simão Nogueira)
Autônomo com os móveis após despejo (Foto: Simão Nogueira)Autônomo com os móveis após despejo (Foto: Simão Nogueira)
Sem-teto foram pegos de surpresa pela manhã com chegada de oficial de Justiça com apoio de tropa de elite da PM. (Foto: Simão Nogueira).Sem-teto foram pegos de surpresa pela manhã com chegada de oficial de Justiça com apoio de tropa de elite da PM. (Foto: Simão Nogueira).


É preciso ver e estudar o caso dessas pessoas,cadê os direitos humanos?é preciso cuidar melhos essas casas de programas que beneficia amigos dos políticos e quem não tem um ki(quem indica) fica a merce da sorte ou muitos recebem 2 ou mas casa e acaba vendendo...
É preciso que seja bem avaliado esses programas, pois isso acontece porque não fazem correto o trabalho deles.e pobres sempre o pato...
 
giany costa em 21/01/2012 12:55:20
ai é facil tirar as pessoas e dizer que o terreno é da prefeitura.basta chamar a policia e expulsar todo mundo aliás,são pessoas pobres,porque a justiça não faz o mesmo com a camara dos vereadores que foi invadida pela nossa tão correta prefeitura,balança tem que pesar para os dois lados....
 
odevair de brito oliveira em 20/01/2012 12:33:41
O povo tem mania de invadir terrenos, casas fazendas ....mania de querer tudo de graça..vão trabalhar ..corre atrass de serviço...as oportunidades vem e so aprooveitar..Ja pensou se todos mundo invadisse alguma coisa...e depois ganhar de mao beijada....AGORA VÃO QUERER ENTRAR CONTRA A PREFEITURA PRA GANHAR UMA CASINHA!!!!!!???? serviço tem e so ir atras.
 
Eliane Santos em 20/01/2012 12:06:17
ESTADO, FEDERAÇÃO E MUNICÍPIO, DÃO MUITO MAL EXEMPLO, POIS SE DEIXARAM SE INSTALAR NA ÁREA, PERMITIRAM, AGOSTA FICA FEIO, DESPEJAR FAMÍLIAS, O QUE DEVEM FAZER, É PROIBIR ENTRAR TERCEIROS, NOS IMÓVEIS PÚBLICOS, POIS O ESTADO, FEDERAÇÃO E MUNICÍPIO, TEM UMA GRANDE AUTONOMIA NA JUSTIÇA, ENTÃO PROTEJAM O BEM PÚBLICO, NÃO DEIXEM ACONTECER O INDESEJÁVEL, QUE CADA SECRETARIA CONHEÇAM SUAS JURIDIÇÕES.
 
PEDRO BRAGA em 20/01/2012 12:00:39
Então quer dizer que a propaganda antiga de que Campo Grande não tem mais favelas se dá dessa maneira? A policia chega com ordem de despejo e põe todo mundo pra correr! Dessa maneira, é facil não ter favelas na cidade. DIGNIDADE JÁ!
 
Adriana Auto em 20/01/2012 11:45:11
muito facil criticar os invasores,quando tem hum lar onde se esconder da chuva que estaá caindo todo dia na cidade!?!muito facil Eliane Santos julgar e atacar pedras e cachorro morto!?quando tem ksa boa e confortave!?marido que comprou!? papai que deu!?ou a senhorita construiuu tudo sozinha rs!?pelo que vejo...são cidadões que pagam impostos assim como vc!e os direitos Da CF/88 onde estão?!
 
Leandro de Sousa em 20/01/2012 03:46:05
Política no Brasil não existe mais para o povo, existe só para os Políticos e para os Empresários.

A Ganância corroeu tudo...
 
Romario Per em 20/01/2012 02:37:41
Sou contra a invasão de um imóvel,porém acho que o poder público deveria vigiar mais as casas que são doadas as famílias "carentes", pois em alguns casos os beneficiados não ocupam a residência e ai sim acho certo pessoas que realmente precisam invadirem.
 
CANDIDA JULIANA PEREIRA MENDES em 20/01/2012 02:27:17
NÃO ADIANTA NADA EXPULSSA-LOS E NÃO RESOLVER O PROBLEMA, VAI ACONTECER QUE ELES VÃO INVADIR OUTRO LUGAR AGORA, ADIANTOU TIRAR OS COITADOS DE LÁ E NÃO RESOLVER O PROBLEMA.....SR PREFEITO, TIRE ELES DE LÁ QUANDO VOCÊ DER CONTA DE AJUDA-LOS. SE FOR PRA HUMILHAR ESTAS PESSOAS DEXA COMO ESTA...QUEM PERDE É O SR. PREFEITO MESMO. E VAI PRECISAR DELES PRA SE REELEGER UM DIA...
 
Denise Rolim em 20/01/2012 02:17:01
Bom..os povo que mora em barraco na favela, num terrreno que pertence a prefeitura é despejado...e a cãmara de vereadores, que nao pagam aluguel..nao podem ser despejados....realmente...2 pesos 2 medidas.....
 
Moema Almeida em 20/01/2012 02:08:24
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